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01/06/2006 - 06h00

China se nega a apoiar sanções ao Irã

Pequim, 1 jun (EFE).- A China reafirmou hoje que não apóia a adoção de sanções contra o Irã, horas antes da reunião em Viena entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha e a Comissão Européia.

"Temos dito que não apoiamos o uso de sanções em assuntos internacionais. Achamos que a solução política através da diplomacia para a questão nuclear iraniana beneficia os interesses de todas as partes envolvidas, inclusive os Estados Unidos", disse o porta-voz da Chancelaria chinesa, Liu Jianchao.

Ele desmentiu assim as informações da imprensa ocidental de que China e Rússia poderiam considerar a imposição de sanções.

O porta-voz ministerial negou que a oposição da China às sanções seja motivada por seus "interesses energéticos" no Irã, como têm apontado alguns analistas ocidentais.

"A China não corre atrás de seus próprios interesses. Resolver o assunto nuclear através do diálogo é a posição da China no Irã, na Coréia do Norte, no Iraque. É a posição geral da China", afirmou.

A reunião de hoje em Viena contará com a participação dos ministros de Relações Exteriores dos EUA, Condoleezza Rice; Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; Reino Unido, Margaret Beckett; França, Philippe Douste-Blazy; e Rússia, Serguei Lavrov.

Também participarão o alto representante da União Européia para a Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana, e o vice-ministro chinês de Assuntos Exteriores, Dai Bingguo. Os sete vão tentar chegar a uma proposta conjunta para o Irã.

O chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou hoje que seu país está disposto a negociar com os EUA, mas não vai suspender as suas atividades de enriquecimento de urânio.

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