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02/06/2006 - 17h59

Atuação da Guarda Nacional na fronteira é recebida com ceticismo

Jorge A. Bañales Juma, (EUA), 2 jun (EFE).- A Patrulha Fronteiriça se prepara para receber o apoio da Guarda Nacional, mas, no sul do Arizona, tanto os que defendem os imigrantes como que pedem mais controle sobre estrangeiros ilegais, estão céticos diante a operação militar.

A Califórnia, o Arizona, o Novo México e o Texas combinaram com o Governo do presidente George W. Bush os mecanismos através dos quais cerca de 200 soldados por estado chegarão a fronteira com o México nas próximas semanas.

A medida responde à proposta de Bush de mobilizar até 6 mil soldados em operações de transporte, construção, comunicações e observação, enquanto não terão que prender os imigrantes que cruzam a fronteira ilegalmente.

"É uma perda de tempo e de dinheiro", disse à Efe Sehila Jones, de 62 anos, empresária do Nebraska que realiza negócios em Tucson (Arizona). "Não é mais que um gesto de Bush para passar a impressão de que faz algo de forma eficaz".

Embora as unidades continuem sob as ordens dos Governos de seus respectivos estados, a operação será financiada pelo Governo federal e coordenada pelo Pentágono.

No sudoeste do Arizona, região por onde entra o maior número de imigrantes ilegais nos EUA, a Patrulha Fronteiriça contou durante anos com a cooperação de membros da Guarda Nacional .

Entretanto, desde o ano passado a governadora democrata Janet Napolitano pediu a ajuda do Governo federal para financiar um aumento no número de soldados para apoiar a Patrulha Fronteiriça.

"Eu não sei se isto interromperá um pouco a entrada dos imigrantes", disse Andrew Alvarez, um americano cujos avôs chegaram ao México há quase um século. "O que temo é que cada vez mais imigrantes tentem atravessar por áreas de maior risco".

As temperaturas no sul do Arizona passam dos 37 graus ao meio-dia, e ainda não começou o verão.

Álvarez vende no albergue Gila Bend, que fica na interestadual 8, esculturas em metal soldado de um amigo de Jalisco e estatuetas de Nossa Senhora.

"O que precisamos é de uma mão firme do Governo federal e não de ajudas que, antes de ajudar, tornam as coisas mais difíceis, pois as pessoas acreditam que está sendo realizado algo e continuam esperando", declarou Hayes.

O governador da Califórnia, o republicano Arnold Schwarzenegger, foi o último governante dos quatro estados fronteiriços que deu sua aprovação final ao envio de soldados da Guarda Nacional à fronteira.

A preocupação dos governadores é quanto tempo durará a missão, e quem arcará com os custos, enquanto os defensores dos imigrantes temem que aconteçam incidentes fatais se os soldados confundirem os imigrantes com traficantes de drogas.

Desde a construção, na década de 1990, de uma cerca no sul da Califórnia, na área por onde um grande número de imigrantes ilegais entrava no país, os contrabandistas de imigrantes transferiram suas rotas para o leste, e aproveitaram os caminhos oferecidos pelo vale do Rio Colorado, a cerca de 150 quilômetros de sua foz no golfo da Califórnia.

No leste, a região é dominada pelo deserto de Juma, e em direção ao norte se estende a Área de Treinamento de Juma, o maior campo de instrução militar do Corpo de Infantaria da Marinha dos EUA, que já teve que suspender alguns exercícios, especialmente os de artilharia, por causa da presença de civis que entram ilegalmente na localidade.

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