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03/06/2006 - 14h13

Rússia mobiliza diplomacia para libertar seqüestrados no Iraque

Moscou, 3 jun (EFE).- A Rússia mobilizou hoje sua diplomacia para que faça todos os contatos possíveis para conseguir a libertação dos quatro diplomatas russos seqüestrados hoje no Iraque.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia e a embaixada no Iraque "estão adotando todas as medidas possíveis" para conseguir a libertação dos detidos, diz um comunicado oficial do serviço oficial de imprensa divulgado pela agência russa "Interfax".

Um diplomata russo morreu e quatro foram seqüestrados depois de um grupo armado ter atacado o veículo no qual viajavam, confirmou a nota.

O comunicado especificou que a diplomacia russa está em contato com as autoridades iraquianas, o comando das forças multinacionais no Iraque e "outros parceiros que possam ajudar na libertação dos diplomatas seqüestrados".

Fontes da embaixada russa em Bagdá disseram à agência "Itar-Tass" que o ataque ocorreu às 9h a cerca de quatrocentos metros da sede diplomática.

Dois veículos bloquearam a passagem do automóvel da missão, que imediatamente foi metralhado.

Um agente de segurança da embaixada da Rússia que viajava no automóvel foi ferido gravemente e seus quatro acompanhantes foram capturados. O homem ferido foi jogado para fora do automóvel e morreu instantes depois.

O ataque foi tão rápido que os agentes de segurança da embaixada não tiveram tempo de ajudar a vítima. Um dos quatro seqüestrados possui cargo diplomático e os outros três trabalham como auxiliares da missão.

O vice-presidente do Comitê de Exteriores do Parlamento da Rússia, Leonid Slutski, qualificou o ataque como uma "provocação".

"Apesar da complicada situação no Iraque, até agora a Rússia não suspendeu o trabalho de sua missão diplomática em Bagdá, por respeito à tradicional importância das relações bilaterais", disse.

No entanto, acrescentou que, "por enquanto, seria prematuro dizer se o que ocorreu hoje na capital iraquiana influirá nas relações" entre Moscou e Bagdá.

No entanto, o diretor do Instituto de Informação Geopolítica, Valeri Manilov, disse que o ataque contra os diplomatas russos "não foi casual".

"O objetivo é distrair a atenção dos ânimos antiamericanos que reinam no Iraque", afirmou à agência "Interfax".

O presidente do Conselho de Política Externa e Defesa, Serguei Karaganov, duvidou que seja "uma ação preparada especialmente contra a Rússia", e atribuiu o ataque à "situação geral no Iraque, algo entre guerra civil e anarquia total".

Para o analista político Aleksandr Melashenko, o fato pode representar um duro golpe para a diplomacia russa no Iraque.

"Os atacantes poderiam não saber que suas vítimas eram diplomatas da Rússia, mas, se nos próximos dias os seqüestrados não forem libertados, isso significará que a resistência iraquiana não vê diferença alguma entre americanos, europeus ou russos", disse.

A agência oficial russa "Itar-Tass" lembra que, nos três anos que se passaram desde a invasão do Iraque, 439 estrangeiros foram seqüestrados.

O caso mais recente havia sido de um diplomata saudita detido durante duas semanas após ser capturado em maio passado, no mesmo bairro onde houve o ataque contra os cinco russos.

A responsabilidade de todos os seqüestros, acrescentou a agência russa, foi assumida pela rede local da Al Qaeda, a organização fundamentalista islâmica liderada por Osama bin Laden.

Este é o quarto caso em que cidadãos da Rússia são atacados no Iraque e o primeiro no qual as vítimas são diplomatas.

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