UOL Notícias Notícias
 

04/06/2006 - 04h34

China e Hong Kong lembram massacre da Praça da Paz Celestial

Pequim, 4 jun (EFE).- Hong Kong prepara hoje, apesar das previsões de chuva, a tradicional noite com velas que lembra o massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial, há 17 anos, enquanto a China mantém a censura sobre este assunto.

"Trata-se de liberdade, corrupção e democracia. A China ainda é corrupta, e não houve mudanças democráticas, embora haja algum grau de liberdade", declarou Lee Cheuk-yan, legislador unionista, ao jornal "South China Morning Post".

"Está totalmente errado quem interpreta uma pequena presença esta noite como um sinal de que as pessoas não se preocupam com os direitos humanos", afirmou Michael DeGolyer, diretor do Projeto Transição da Universidade Batista, prevendo os efeitos da chuva.

A ex-colônia britânica é o único lugar da China onde se lembra o massacre, e este ano o Partido Cívico está na mira por não se somar a este ato devido a sua tendência pró-Pequim.

No continente, a situação é diferente. Os familiares das vítimas se reúnem hoje no cemitério de Wanan, como fazem todo ano, apesar da censura e do esquecimento a que são submetidos.

Quase duas décadas após o assassinato de 400 estudantes pró-democráticos pelo Exército de Libertação Popular, o Partido Comunista chinês (PCCh) começa a dar sinais de que quer resolver um assunto que pela primeira vez em sua história colocou em perigo sua supremacia.

Pequim nunca reconheceu o número de mortos nem sua responsabilidade, enquanto que a Europa mantém o embargo de venda de armas imposto à China após o massacre.

Em abril, o Governo de Sichuan, no sudoeste do país, ofereceu US$ 8 mil a Tang Deying, mãe de um estudante morto, em troca de que renunciasse a fazer uma acusação penal. O filho de Tang, Zhou Guocong, morreu em 6 de junho de 1989 na delegacia de Chengdu após ser torturado.

O grupo Mães da Praça da Paz Celestial reúne 126 familiares de 184 mortos e se opõe a acordos como este. A organização acha que se trata de um "experimento" do Governo para ver se a fórmula pode resolver o problema. "Não deveria haver condições políticas. Insistimos em levar o caso aos tribunais", disse à Efe Jiang Peikun, um de seus membros.

Somente ativistas, a imprensa estrangeira e o próprio Governo - com sua censura na imprensa - lembram o aniversário. Sem dúvida o manifestante mais lembrado nesta data é o jovem estudante que se manteve de pé em frente a um tanque no meio da avenida Chang An ("Longa Paz"), cuja foto deu a volta ao mundo.

A imprensa taiuanesa diz hoje que o misterioso personagem, cujo paradeiro e identidade eram desconhecidos, se chama Wang Weilin, foi morar em Taiwan em 1993, se casou com uma taiuanesa, tem uma filha de seis anos e trabalha como consultor de antigüidades.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,12
    3,283
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,05
    63.226,79
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host