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08/06/2006 - 11h45

Premiadas com o Nobel da Paz defendem negociação entre EUA e Irã

Viena, 8 jun (EFE).- A americana Jody Williams e a iraniana Shirin Ebadi, prêmios Nobel da Paz, fizeram hoje um apelo a seus respectivos Governos, em Washington e Teerã, para que se esforcem na hora de encontrar uma solução pacífica sobre a polêmica do programa nuclear do Irã.

"Queremos somar nossa voz àquelas que insistem na resolução desta horrível crise através de negociações", disse Williams, prêmio Nobel em 1997 por sua luta contra as minas terrestres.

"Uma vez resolvida esta crise de forma pacífica, o mundo deve vê-la como uma chamada, e tratar assuntos nucleares de forma global, e não através de apenas um único país", acrescentou.

Ebadi, premiada com o Nobel em 2003 por seu trabalho a favor dos direitos humanos no Irã, disse que "nenhum país do mundo precisa de armas nucleares. Elas são uma fonte de infelicidade para a humanidade".

Questionada sobre as possibilidades de resolver o caso nuclear, Ebadi disse que "a única solução (no Irã) é a via da democracia".

"Só desta forma o mundo poderá confiar nas afirmações do Governo iraniano de que suas intenções (nucleares) são pacíficas", acrescentou a advogada iraniana.

Williams e Ebadi se reuniram hoje com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o egípcio Mohamed ElBaradei, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2005.

Várias ONGs dos Estados Unidos e do Irã se reuniram entre terça e quinta-feira em Viena, para chegar a um acordo sobre um plano de ação conjunto.

O documento, aprovado pela organização "Iniciativa das Mulheres Premiadas com o Nobel da Paz", pede que Teerã e Washington reduzam seus respectivos orçamentos militares, e direcionem para assuntos sociais e de saúde.

Além disso, as ONGs pediram que os dois países que respeitem os direitos humanos e não usem a luta contra o terrorismo como "pretexto" para violar esses direitos.

"O fato de meu país ter ameaçado com a possibilidade de usar armas nucleares para resolver este problema é imoral, ilegal e inconsciente", disse Williams.

"Quase me sinto envergonhada de ser americana. Digo quase, porque sei que a maioria dos cidadãos do meu país não compartilha com a idéia de que as armas nucleares são a resposta para os problemas no mundo", definiu a vencedora do prêmio Nobel de 1997.

"A violência é uma alternativa. Temos que aprender a buscar outras diferentes", concluiu Williams.

A "Iniciativa das Mulheres Premiadas com o Nobel da Paz" é formada por cinco contempladas com o prêmio. Além de Williams e Ebadi,o grupo conta com a irlandesa Betty Williams (vencedora em 1976), a guatemalteca Rigoberta Menchú (premiada em 1992) e a queniana Wangari Maathai (premiada em 2004).

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