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14/06/2006 - 19h25

Olmert pede na França apoio a Abbas para que se imponha ao Hamas

Paris, 14 jun (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, defendeu hoje o apoio ao presidente da Autoridade Nacional palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para que consiga se impor ao movimento islâmico radical Hamas, e para que seja possível "fazer a paz".

Olmert, que faz sua primeira visita a Paris desde sua chegada ao cargo, qualificou Abbas de pessoa "respeitável" com a qual deseja trabalhar e conversar, e disse querer "tentar dar apoio" a ele.

Abbas "não quer o terrorismo, mas infelizmente não controla a Autoridade Palestina. É o Governo do Hamas que a controla e insta ao terrorismo, ao sangue e à guerra", acrescentou Olmert em entrevista ao telejornal da rede de televisão "TF1".

"Quero que Abbas tenha força para vencer os terroristas no seio da Autoridade palestina, para que possamos fazer a paz (...), e farei com ele todos os esforços necessários para que isso prospere", acrescentou o primeiro-ministro israelense.

Olmert se declarou "disposto a correr grandes riscos para fazer a paz com Abu Mazen" (como também é conhecido Mahmoud Abbas), com quem planeja reunir-se "no final de junho ou início de julho", mas insistiu que, para poder negociar, "o terrorismo tem que acabar".

Olmert indicou que, se o plebiscito convocado pelo presidente da ANP para 26 de julho "pode ajudar contra o Hamas", é "evidente que (a posição de Abbas) deve vencer". "É do interesse de todos nós", afirmou.

Nesse plebiscito, os palestinos devem se pronunciar sobre um plano que significa o reconhecimento implícito de Israel, o que é rejeitado pelo Hamas.

Olmert, que se reuniu e almoçou com o presidente da França, Jacques Chirac, no Palácio do Eliseo, disse que tinha ido a Paris buscar conselhos sobre a forma de apoiar Abbas para que "realmente possa falar em nome dos palestinos".

Em declarações antes do encontro com Chirac, o primeiro-ministro israelense se declarou disposto a negociar com os palestinos, mas condicionou o diálogo a que eles reconheçam tanto Israel como os acordos passados, além de renunciar à violência, três condições que o Hamas rejeita.

Olmert também expôs a Chirac seu chamado plano de "convergência", ou seja, a fixação unilateral de fronteiras através da retirada israelense de parte da Cisjordânia, um plano que, segundo explicou depois a jornalistas israelenses, "não pode ser detido", e é "o máximo que Israel pode aceitar".

"Prefiro que cheguemos a um acordo negociado, mas se não for o caso, aplicaremos nosso plano", indicou o líder israelense.

Chirac insistiu que devem ser retomadas as negociações entre israelenses e palestinos, e deixou clara "a prioridade absoluta que a França concede a um processo negociado".

Pela tarde e após um encontro na sede do Governo francês, Olmert e o primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, inauguraram o chamado "Muro dos Justos" no Memorial da Shoah, no histórico bairro parisiense de Marais.

Nesse muro, estão gravados os nomes de 2.693 franceses que protegeram e salvaram a judeus do Holocausto durante a ocupação nazista da França na II Guerra Mundial.

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