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18/06/2006 - 16h01

Comunidade de países lusófonos enviará missão ao Timor Leste

Lisboa, 18 jun (EFE).- O Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunido hoje em Lisboa, concordou enviar uma missão ao Timor Leste, para estudar medidas que ajudem na pacificação da ex-colônia portuguesa.

O ministro das Relações Exteriores de São Tomé e Príncipe - país que tem a Presidência rotatória da organização -, Carlos dos Anjos, anunciou no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros que a missão incluirá técnicos de várias áreas, que ajudarão a definir a futura participação da CPLP no Timor Leste.

O comunicado final da CPLP sustenta o pedido das autoridades timorenses de constituir uma nova missão das Nações Unidas, com unidades policiais e militares.

Além disso, a CPLP destaca como positiva a iniciativa do Governo do país asiático de pedir ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, a criação de uma comissão internacional para investigar fatos relacionados à violência na ex-colônia portuguesa.

A CPLP condenou as "lamentáveis ações que provocaram a perda de vidas humanas", além de reiterar "o apoio político às autoridades do Timor Leste".

A nota da CPLP parabeniza Portugal pelo envio de um contingente da Guarda Nacional Republicana (GNR) "para ajudar na manutenção da ordem pública no país".

A organização de países de língua portuguesa pediu que a comunidade internacional reforce a assistência humanitária ao povo timorense, além de manifestar a disposição dos Estados-membros da CPLP para ajudar no que for necessário.

Os ministros da CPLP destacaram a importância da realização de eleições gerais no Timor Leste em 2007. Além disso, pediram às forças políticas do país asiático que "continuem o diálogo que leve à estabilidade".

A ministra de Estado timorense, Ana Pessoa, ressaltou no final da reunião a importância da missão que viajará ao país asiático, e disse que a iniciativa chega "em um momento oportuno".

Pessoa opinou que a situação atual de seu país "é bem melhor" do que a de semanas atrás. A ministra timorense disse que "se nota um maior grau de confiança entre a população".

O chefe da diplomacia portuguesa, Diego Freitas do Amaral, disse que existe um comando conjunto trabalhando bem. O Timor Leste recebeu tropas de quatro países - Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal - para tentar interromper a violência no país.

Freitas do Amaral ressaltou a importância de que a CPLP assuma um papel relevante no processo de pacificação do Timor Leste, e esclareceu que as iniciativas dessa organização deverão ser coordenadas com a ONU.

A reunião de Lisboa também contou com a presença do subsecretário geral de Política para a África, Ásia, Oceania e Oriente Médio brasileiro, Pedro Pinto Coelho, além dos responsáveis pela diplomacia de Angola e Moçambique, João Bernardo de Miranda e Alcinda Antonio de Abreu, respectivamente.

Além disso, estiveram presentes o secretário de Estado de Cabo Verde, Domingos Pereira, e o secretário de Estado de Cooperação Internacional de Guiné-Bissau, Tibna Sambe.

Os confrontos entre as forças de segurança timorenses e os 600 militares expulsos há alguns meses geraram uma onda de violência, que causou a morte de dezenas de pessoas e a fuga de 100 mil pessoas. Os combates aconteceram devido a uma longa greve que reivindicava melhores condições trabalhistas.

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