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19/06/2006 - 15h01

Cúpula EUA-UE abordará Irã, Iraque, Guantánamo e Rodada de Doha

Piedad Viñas Washington, 19 jun (EFE).- O presidente dos EUA, George W.Bush, se prepara para participar de uma nova cúpula com a União Européia (UE) na qual, além dos assuntos mais recentes da agenda internacional como o Iraque, Irã e a Rodada de Doha, será questionado sobre a prisão de Guantánamo.

Bush viaja amanhã a Viena com a clara intenção de reforçar sua aliança com os países europeus, apesar de sua imagem na Europa não ser das melhores nesse momento.

"Os americanos mantêm fortes laços com os europeus, e nesta viagem reforçaremos nossa ligação próxima e crescente com a União Européia", disse hoje o presidente americano, em discurso na Academia da Marinha Mercante em Kings Point, Nova York.

Bush visita a Europa em um momento "vital para os EUA e nossos aliados", que devem tomar "decisões importantes" que afetarão o futuro da estabilidade e da prosperidade no mundo, acrescentou, sem explicar mais detalhes.

Apesar das boas intenções e da vontade de reforçar a aliança transatlântica, Bush chega à Europa em um momento difícil, com as crescentes denúncias de violação dos direitos humanos na prisão de Guantánamo, em Cuba, e o suposto envolvimento de soldados americanos na morte de civis no Iraque.

Bush terá de enfrentar novas críticas sobre estes assuntos na capital austríaca, pois os representantes dos 25 países-membros da UE já adiantaram que pedirão o fechamento das instalações da base militar americana de Guantánamo e a abertura de processos contra os prisioneiros.

O presidente americano disse recentemente que gostaria de atender à solicitação e fechar a prisão, onde estão suspeitos de terrorismo, e que "eventualmente" os detidos serão levados a julgamento.

Guantánamo será um dos assuntos mais embaraçosos para o presidente americano, que será recebido em Viena com um protesto, convocado por uma coalizão de organizações pacifistas autodenominada "Bush, vete a casa", que deve reunir entre 10.000 e 15.000 pessoas.

Entre os manifestantes estará Cindy Sheehan, conhecida como a "mãe pacifista", que perdeu o filho no Iraque e nos últimos meses tem protagonizado vários atos de protesto contra a guerra e a favor da retirada das tropas americanas do território iraquiano.

Bush discutirá com seus aliados o caminho a seguir no Iraque, e também a estratégia comum contra a polêmica nuclear do Irã.

O presidente americano insistiu hoje novamente em que as autoridades iranianas aceitem a oferta de incentivos apresentada pela comunidade internacional, para renunciarem a suas ambições nucleares.

"Se os líderes do Irã querem paz, prosperidade e um futuro melhor para sua gente, deveriam aceitar nossa oferta, abandonar suas ambições de obter armas nucleares e acatar suas obrigações internacionais", disse Bush.

Se o Irã rejeitar a proposta, Bush garantiu que a comunidade internacional recorrerá ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão competente para uma eventual imposição de sanções.

Sobre a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), a mensagem de Bush aos líderes europeus será a de que, se eles flexibilizarem sua postura, os EUA farão o mesmo.

Os interlocutores de Bush nessa cúpula serão o presidente rotativo da UE, o chanceler austríaco, Wolfgang Schüssel; o alto representante de Política Externa da UE, Javier Solana; e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

Antes do início da sessão formal, Bush tem uma reunião com o presidente austríaco, Heinz Fischer, e com o chanceler Schüssel.

Na quinta-feira, o presidente americano continuará sua viagem européia em Budapeste, onde assistirá aos atos comemorativos dos 50 anos da Revolução Húngara.

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