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19/06/2006 - 22h17

Unicef alerta para a pobreza na Europa Oriental e na Ásia Central

Magaz de Pisuerga (Palencia, Espanha), 19 jun (EFE).- A diretora do Unicef (Fundos das Nações Unidas para a Infância) para a Europa Oriental e a Ásia Central, Maria Calibis, pediu hoje uma reforma radical nas políticas para a infância nos países destas regiões que combata a situação de pobreza na qual um terço das crianças vive.

Em declarações à Efe após a sessão plenária da III Conferência Euroasíatica da Infância que acontece em Magaz de Pisuerga (Palencia), Maria Calibis assegurou que é fundamental que os direitos das crianças sejam respeitados para que a pobreza e a violência na infância acabem.

Calibis disse que embora não haja dados concretos sobre a violência infantil nos países dessas regiões, sabe-se "que ela existe, e existe nas famílias, na escola e nas instituições que acolhem órfãos e crianças abandonadas".

A diretora regional do Unicef advertiu que "é fundamental o intercâmbio de experiências entre os países do mundo para que haja uma mudança de mentalidade e ocorra uma aliança e uma mobilização global em defesa dos direitos das crianças".

Maria Calibis informou que representantes de Sérvia, Kosovo, Cazaquistão e Quirguistão contaram sobre a situação da pobreza em que muitas crianças destes países vivem e disseram ter consciência de que é preciso investir nos serviços básicos e estabelecer estratégias nacionais que possam contribuir para uma reforma radical da situação da infância.

A diretora também lembrou que estes países estão vivendo uma transição e que, em muitos casos, os conflitos sociais permanecem e trazem como conseqüência uma forte crise econômica.

A representante da Unicef disse que em muitos países da Europa Oriental e da Ásia Central não se sabe a situação concreta dessas crianças. Porém, ela garantiu que aumentou o número de crianças que deixam de ir à escola.

Também foi discutida a necessidade de uma lei que regule o acompanhamento e a supervisão da situação da infância para que se possa legislar com dados reais na defesa e na garantia dos direitos delas, afirmou Calibis.

Maria Calibis espera que da Conferência, que continua amanhã, saia "a total proibição de qualquer forma de violência contra a infância e a adolescência em todos os países que participam" dela.

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