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20/06/2006 - 10h51

Cuba critica EUA e UE por tentarem impedir sua entrada no CDH

Genebra, 20 jun (EFE).- O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, criticou hoje os Estados Unidos e a União Européia (UE) por "manobras" que teriam feito "para evitar a escolha de Cuba" como membro do novo Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU.

Pérez Roque, que discursou hoje perante o plenário do CDH em Genebra, acusou Bruxelas de ter sido "cúmplice" de Washington em 2005 ao evitar uma investigação sobre os detentos que os EUA mantêm na prisão da base militar de Guantánamo, acrescentando que a UE tem um comportamento "hipócrita".

"Cuba conhece perfeitamente, em seus mínimos detalhes, o acordo secreto negociado em Bruxelas, no qual a UE se comprometeu a não votar em Cuba e a trabalhar estreitamente junto dos EUA contra nossa candidatura", disse o chanceler cubano perante os 47 membros do CDH.

O Conselho, que encerrará seu primeiro período de sessões no dia 30, substitui a muito criticada Comissão de Direitos Humanos como principal órgão decisório da ONU neste tema.

Em maio, Cuba e outros sete países latino-americanos foram eleitos por maioria como membros do novo Conselho.

Algumas organizações não-governamentais, como a UN Watch, criticam a presença de Cuba, China, Rússia e Arábia Saudita no novo órgão por considerarem que estes países não respeitam os direitos humanos.

O chanceler cubano destacou que a aliança EUA-UE fracassou, e pediu à UE que corrija sua postura, que impediu a antiga Comissão de aprovar "uma investigação sobre as maciças, flagrantes e sistemáticas violações de direitos humanos na base naval de Guantánamo".

Pérez Roque disse também que países-membros da UE tinham que corrigir o "silêncio cúmplice com o qual permitiram a realização de centenas de vôos secretos da CIA, transferindo pessoas seqüestradas, e o estabelecimento de prisões clandestinas dentro do território europeu, onde os prisioneiros são torturados e humilhados".

Para o chanceler cubano, a UE criou obstáculos de forma hipócrita para impedir a investigação e o esclarecimento destes fatos.

Pérez Roque afirmou que, embora os países vejam o CDH como um novo começo, isto só será possível se seus membros evitarem a politização da antiga Comissão. "Necessitamos de fatos e não de palavras", completou.

O ministro cubano de Relações Exteriores lembrou que Washington votou contra a criação do CDH e não apresentou sua candidatura para integrá-lo, considerando que a ausência dos EUA "é a derrota da mentira, é o castigo moral à arrogância de um império".

Em seu discurso perante o plenário do CDH, o representante de Havana também criticou a presença dos EUA no Iraque e reprovou a recusa de Washington em aceitar a ajuda médica oferecida por Cuba depois da passagem do furacão Katrina em agosto no Golfo do México.

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