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24/06/2006 - 01h22

Remédio chinês falsificado mata 11 pessoas

Pequim, 24 jun (EFE).- Um homem de 54 anos, da cidade de Cantão (sul da China), é a 11ª vítima mortal de um remédio para problemas gástricos e biliares que continha um ingrediente falsificado, informou hoje a agência oficial "Xinhua".

O homem, de sobrenome Chen, morreu de insuficiência cardíaca na sexta-feira, no hospital Zhongshan, após ter sido tratado com injeções de Armillarisni-A por causa de uma grave hepatite.

Outras 10 pessoas morreram depois de tratadas com a mesma droga, produzida pela Farmacêutica Número 2 de Qiqihar, cidade da província de Heilongjiang.

A gravidade do problema levou o próprio primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, a ordenar uma inspeção geral das farmacêuticas do país.

A publicidade de remédios "milagrosos" na TV foi proibida.

Em vez de incluir glicol de propileno na fórmula, o remédio continha diglicol de propileno, um material industrial que provoca graves problemas de rim, fígado e sistema nervoso, além de disfunções em outros órgãos vitais.

Segundo as primeiras pesquisas, os fornecedores do ingrediente enganaram a companhia farmacêutica, que não descobriu a diferença.

O caso não é novidade num país que ocupa a segunda posição, atrás apenas da Rússia, em risco de falsificação de remédios, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O fenômeno cresceu 40% no mundo todo em 2005.

A China conta com 6.700 empresas no setor farmacêutico, das quais 5.200 são muito pequenas e pouco competitivas. Só 15% contam com o certificado GMP americano, que garante um nível de controle e qualidade aceito internacionalmente.

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