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03/07/2006 - 13h10

Putin conversa com Abbas e se reúne com chanceler israelense

Moscou, 3 jul (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, conversou hoje por telefone com o chefe da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e se reuniu em Moscou com a chanceler israelense, Tzipi Livni, segundo informou o Kremlin.

O dirigente palestino expôs a Putin sua visão das relações entre a ANP e Israel, após o seqüestro do soldado israelense Gilad Shalit por grupos radicais, e a operação militar lançada pelo Governo de Tel Aviv para conseguir sua libertação.

Putin assegurou a Abbas que a Rússia, como membro do Quarteto de Madri (junto a EUA, ONU e União Européia), grupo de mediadores internacionais para o Oriente Médio, fará o possível para resolver a crise e para trazer as partes de volta ao diálogo.

O comunicado do Kremlin afirma que a conversa entre Putin e Abbas aconteceu imediatamente após um encontro do líder russo com a chefe da diplomacia israelense, Tzipi Livni, focada também no agravamento da crise no Oriente Médio.

Nessa reunião, Putin lembrou que conversou recentemente com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e com o vice-primeiro-ministro, Shimon Peres.

Livni anunciou a intenção de Olmert de visitar a Rússia e agradeceu a postura de Moscou, favorável à libertação sem condições prévias do soldado israelense seqüestrado.

Em reunião com a chanceler israelense, o ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou coopera para a libertação do soldado israelense, que foi seqüestrado por grupos palestinos que exigem a libertação de compatriotas detidos em prisões israelenses.

Segundo a agência "Interfax", Livni disse que Israel "não cederá ao terror" e que o Hamas é "uma organização terrorista que chegou ao poder através de eleições".

"Mas as eleições não são uma lavadora, onde uma organização terrorista usa e fica limpa. O terror é o terror. Israel se segurou durante muitos anos, enquanto suas casas e escolas eram bombardeadas por mísseis palestinos", ressaltou.

A ministra israelense admitiu que esteve a ponto de cancelar sua viagem a Moscou devido ao ultimato apresentado pelos seqüestradores do soldado, mas disse que decidiu cumprir a visita em vista do "importante papel da Rússia" na resolução da crise.

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