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03/07/2006 - 00h41

Votos do exterior importam pouco no México, dizem analistas

México, 2 jul (EFE).- O número de apenas 33.111 votos para presidente emitidos por cidadãos mexicanos no exterior não importa muito diante do fato de que pela primeira vez houve o reconhecimento do direito deles ao voto, após 90 anos de luta, afirmam analistas.

Raúl Ross, mexicano residente em Chicago desde 1986, disse à Efe que o número de votos para presidente do México emitidos por seus compatriotas no exterior é "o de menos", porque, mesmo se apenas uma pessoa tivesse votado, o fato é "histórico".

Ross, que luta pelo voto dos mexicanos no exterior, esteve hoje entre os assessores do Instituto Federal Eleitoral (IFE) nas eleições mexicanas.

Segundo o especialista em assuntos migratórios, o que importa é que os direitos dos cerca de 11 milhões de mexicanos residentes no exterior tenham sido reconhecidos após quase 90 anos de luta.

Do total de mexicanos que vivem em outros países, cerca de três milhões têm credencial de eleitor com foto, mas apenas 40.876 pessoas se registraram no censo eleitoral, sem contar os 14.125 mexicanos que tiveram o pedido rejeitado por não havê-los enviado por correio certificado.

O coordenador do voto dos mexicanos no exterior do IFE, Patrício Balladas, reconheceu que em 2005 o instituto gastou 119 milhões de pesos (cerca de US$ 10,4 milhões) neste esforço, a maior parte para publicidade, e que em 2006 o número ficará perto dos US$ 265 milhões de pesos (cerca de US$ 23,2 milhões).

A maioria dos envolvidos no voto dos mexicanos no exterior reconheceu que dentro de seis anos deve haver a simplificação do processo e a melhora da informação para os que vivem fora.

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