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07/07/2006 - 14h27

Japão apresenta nova versão de resolução sobre Coréia do Norte

Nações Unidas, 7 jul (EFE).- O Japão apresentou hoje uma nova versão do projeto de resolução no qual mantém as sanções contra a Coréia do Norte, apesar das objeções da China e da Rússia.

O novo documento, que poderia passar por votação neste fim de semana, esclarece as medidas punitivas que seriam impostas a Pyongyang, como "a proibição de transferir ao país recursos financeiros, materiais e tecnologia" que possam ser usados para a fabricação de mísseis e programas de armas de destruição em massa.

A resolução, que tem o apoio dos EUA, Reino Unido e França, é rejeitada por Rússia e China, que consideram ser preciso agir de forma "responsável", levando em conta as possíveis conseqüências, como disse hoje o embaixador da China na ONU, Wang Guangya.

Paralelamente, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, Reino Unido, França, Rússia e China - e o Japão estudam um texto de declaração presidencial apresentado por Pequim.

Esse documento considera "deplorável" o lançamento de mísseis de teste pela Coréia do Norte, e pede que Pyongyang reafirme seu compromisso com o cumprimento da suspensão deste tipo de prova, assinou em 1999.

A Coréia do Norte assinou essa moratória após, em 1998, lançar um míssil Taepodong-1 de médio alcance que sobrevoou o Japão, caiu nas águas do Pacífico e causou uma crise internacional.

A Rússia e a China, que têm poder de veto, expressaram desde o início sua preferência por uma declaração presidencial, que não é vinculativa e deve ser adotada por consenso entre os 15 membros do Conselho de Segurança, em vez de uma resolução, que tem caráter obrigatório e é aprovada por votação.

Segundo fontes diplomáticas, a minuta da declaração presidencial está em tom mais suave que o projeto de resolução japonês, e não ameaça impor nenhum tipo de medida de sanção.

Os membros do Conselho de Segurança ainda estão discutindo o formato da resposta deste órgão às ações da Coréia do Norte, enquanto Pyongyang já ameaçou o Japão de que a imposição de sanções seria o equivalente a uma "declaração de guerra".

O Governo da Coréia do Norte acusa o Japão de "acender o pavio dos mísseis", por considerar que Tóquio tenta colocar a comunidade internacional contra Pyongyang.

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