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10/07/2006 - 10h27

Serviço secreto russo mata Basayev durante preparação de atentado

Moscou, 10 jul (EFE).- Os serviços secretos da Rússia mataram Shamil Basayev, chefe militar da guerrilha separatista chechena, quando, junto com seus homens, preparava um atentado às vésperas da cúpula do G8, anunciou hoje o chefe da inteligência russa, Nikolai Patrushev.

A televisão mostrou o momento em que Patrushev informava pessoalmente ao presidente russo, Vladimir Putin, sobre a morte do "terrorista número um" do país, quando supostamente preparava um atentado terrorista "para pressionar a Rússia durante a cúpula do Grupo dos Oito".

Basayev e seus homens foram surpreendidos na república da Inguchétia, vizinha da Chechênia.

"Este é o castigo que os bandidos mereceram por nossas crianças de Beslan, de Budionovsk, por todos os atos terroristas que perpetraram em Moscou e outras regiões da Rússia, incluindo a república da Inguchétia e da Chechênia", ressaltou Putin.

Patrushev explicou que os serviços secretos localizaram o "terrorista número um" graças ao trabalho realizado "em países onde se reuniam armas" para a guerrilha chechena.

Putin pediu a Patrushev que transmita suas felicitações a todos os participantes da operação, aos quais prometeu condecorações.

Ao mesmo tempo, Putin disse que "a ameaça terrorista continua sendo muito grande" e que, portanto, não se pode baixar a guarda.

Após a morte de Aslan Maskhadov, o líder dos separatistas chechenos, em uma operação dos serviços de segurança russos em 8 de março de 2005, Basayev se transformou no principal chefe dos separatistas islâmicos.

Basayev chegou às primeiras páginas dos jornais em junho de 1995, quando, à frente de um comando checheno, tomou o hospital da cidade russa de Budionovsk e fez mais de mil pessoas reféns em uma ação que deixou 129 mortos e 415 feridos.

Desde então, seu nome esteve vinculado a todos os ataques chechenos que causaram centenas de mortes, incluindo as tomadas de reféns no teatro Dubrovka de Moscou e na escola número um de Beslan, cidade da república da Ossétia do Norte.

Em setembro de 2004, após o massacre de Beslan, o Kremlin anunciou uma recompensa de US$ 10 milhões por toda a informação que lhe permitisse capturar ou matar Basayev.

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