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11/07/2006 - 13h16

CS adia outra vez votação de resolução contra a Coréia do Norte

Nações Unidas, 11 jul (EFE).- Os países patrocinadores da resolução no Conselho de Segurança que impõe sanções à Coréia do Norte decidiram hoje adiar de novo a votação do documento, embora não renunciem a submetê-lo a uma decisão "o quanto antes".

O presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador francês na ONU, Jean Marc de la Sablière, manifestou hoje que os cinco membros permanentes do CS - EUA, Reino Unido, França, China e Rússia - decidiram em reunião adiar a votação do projeto de resolução.

O embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, disse que a decisão de apresentar a medida à votação seria avaliada "a cada dia" e em função dos resultados dos esforços diplomáticos da China na Coréia do Norte.

Uma delegação chinesa chegou na segunda-feira à capital norte-coreana liderada pelo vice-primeiro-ministro chinês, Hui Liangyu, e pelo vice-ministro de Assuntos Exteriores, Wu Dawei, principal representante da China nas conversas de seis lados.

Paralelamente, encontra-se hoje em Pequim o vice-presidente da Assembléia Popular Suprema da Coréia do Norte, Yang Hyong-sop, para participar da comemoração do 45º aniversário da assinatura do Tratado de Amizade entre os dois países, e se prevê que os dois abordem também a crise dos mísseis.

China e Rússia, que se opõem a impor sanções à Coréia do Norte, pressionam pela adoção de uma declaração presidencial, que não tem caráter vinculativo e que não requer votação, mas o consenso dos 15 países que integram o Conselho de Segurança.

Como alternativa, a China apresentou uma minuta de declaração, cujo conteúdo é parecido com o do projeto de resolução apresentado pelo Japão e que conta com o apoio de outros oito membros do Conselho, entre eles EUA, Reino Unido e França.

No entanto, enquanto a resolução invoca o Capítulo VII da Carta da ONU, que autoriza sanções e inclusive a intervenção militar, o documento chinês considera que o lançamento de mísseis por parte da Coréia do Norte não é uma ameaça para a paz e a segurança.

O Japão e os patrocinadores da resolução consideram que a declaração presidencial proposta por Pequim não é firme o suficiente frente à ameaça norte-coreana e insistem na adoção do projeto de resolução.

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, ressaltou que Tóquio ainda acredita na imposição de sanções à Coréia do Norte devido ao lançamento de sete mísseis na semana passada que pôs o Leste da Ásia em alerta.

O embaixador da China na ONU, Wang Guangya, pediu flexibilidade aos países do CS para enviar uma "mensagem unificada" ao Governo norte-coreano, que seja ao mesmo tempo "responsável, construtiva e prudente" para não piorar ainda mais a situação.

O Governo de Kim Jong-il advertiu que a imposição de sanções contra seu país será considerada uma "declaração de guerra".

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