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11/07/2006 - 01h50

Japão insiste em sanções contra Coréia do Norte

Tóquio, 11 jul (EFE).- O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, afirmou hoje que seu Governo ainda confia na adoção de sanções internacionais contra a Coréia do Norte, que promoveu testes de mísseis há seis dias.

Em reunião com representantes do Partido Liberal-Democrata (PLD, governante), Koizumi explicou que o Japão vai insistir na imposição de sanções econômicas por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ontem, a pressão da China e Rússia e as recomendações dos Estados Unidos levaram o Japão a recuar. A sua proposta de resolução apresentada perante o Conselho de Segurança, condenando a Coréia do Norte e pedindo sanções, teve que ser adiada.

China tinha pedido ao Japão que retirasse sua reivindicação, argumentando que ela só levaria ao fim das negociações multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano, suspensas desde novembro.

Os representantes chineses nas Nações Unidas também argumentaram que as divergências entre os membros do Conselho de Segurança poderiam levar a uma divisão. Além disso, caso as sanções fossem adotadas, levariam a um maior isolamento da Coréia do Norte.

A China propôs ontem uma declaração presidencial alternativa à proposta de resolução do Japão. Ela não incluiria sanção alguma ao regime norte-coreano, limitando-se a condenar a Coréia do Norte pelo lançamento dos mísseis, na quarta-feira passada.

EUA, Grã-Bretanha, França e a maioria dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança, que apóiam a proposta japonesa, convenceram o Japão a adiar a votação. Assim a China terá mais tempo para tentar convencer a Coréia do Norte a abandonar o lançamento de mísseis e voltar ao diálogo sobre o seu programa nuclear.

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