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12/07/2006 - 05h42

Enviado americano prevê isolamento da Coréia do Norte

Pequim, 12 jul (EFE).- Christopher Hill, enviado dos Estados Unidos para debater a crise nuclear da Coréia do Norte, afirmou hoje em Pequim que, se o regime comunista norte-coreano procura o isolamento internacional, "é o que vai conseguir".

Após uma reunião com o ministro de Relações Exteriores chinês, Li Zhaoxing, Hill disse que "a China está trabalhando e tomando responsabilidades com muita seriedade para conseguir a volta das negociações" sobre o programa nuclear norte-coreano.

"Infelizmente não há sinais de que a Coréia do Norte esteja dando importância às conversas, ao contrário dos outros cinco membros", disse, referindo-se a EUA, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão.

Ele considerou o teste de sete mísseis norte-coreanos, na semana passada, um fato "sem razão aparente e sem explicação".

Após uma semana de contatos na Ásia, Hill voltará amanhã a Washington para analisar a crise com responsáveis do Governo americano.

Para ele, a Coréia do Norte "se afastou das conversas sem explicação, e por isso não há remédio além de tirarmos nossas próprias conclusões".

O delegado americano não quis analisar se a crise está isolando o Japão (partidário de sanções contra a Coréia do Norte) da China (que prefere esperar mais tempo). Ele se limitou a comentar que "EUA e China compartilham do propósito de restaurar as negociações e estão mais próximos do que nunca".

O enviado evitou a polêmica a respeito da oposição de Pequim e Moscou a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Ele observou que a proposta "é forte e recebeu o apoio de países de todo o mundo".

"Os chineses têm sua própria maneira de pensar, mas nossa intenção não é piorar o processo", disse.

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