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13/07/2006 - 14h24

CS deve se reunir amanhã para avaliar situação no Líbano

Nações Unidas, 13 jul (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU (CS) deve realizar uma reunião amanhã para avaliar a situação no Oriente Médio e buscar uma saída para a crise no Líbano, após a captura de dois soldados israelenses por parte das milícias xiitas do Hisbolá e os posteriores ataques em resposta à ação.

"Acho que o Conselho de Segurança se reunirá amanhã, mas ainda sem hora definida", afirmou o embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, John Bolton.

A reunião foi solicitada por meio de uma carta enviada pelo Governo do Líbano, depois do encontro emergencial realizado na última terça-feira pelo Conselho de Ministros libanês.

Na carta, dirigida ao presidente rotativo do CS, o embaixador francês Jean Marc de la Sablière, o Governo de Beirute afirma "não ter conhecimento dos eventos ocorridos na fronteira do Líbano".

Além disso, assegura que o Governo libanês "não é responsável pelos acontecimentos e nem os apóia", como também condena os "ataques israelenses que estão atingindo as infra-estruturas vitais e civis dos libaneses".

Por tais razões, segundo a carta, as autoridades de Beirute pedem uma reunião urgente para discutir as agressões e buscar uma saída à crise com Israel.

"O Governo do Líbano expressa sua disposição em negociar, por meio da ONU e de terceiros, a situação, as conseqüências dos eventos e as causas que os provocaram", ressalta o texto.

Em Beirute, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, convocou hoje os embaixadores dos membros permanentes do CS - EUA, Reino Unido, França, Rússia e China -, para explicar a situação na região após os últimos ataques israelenses.

Os confrontos começaram na última terça-feira no sul do Líbano e causaram a morte de oito soldados israelenses e o seqüestro de outros dois por parte das milícias xiitas do Hisbolá.

Em resposta, o Exército israelense destruiu várias pontes e duas centrais elétricas no sul do Líbano. Os ataques em represália deixaram dois mortos - um militar e um miliciano do Hisbolá - e mais de dez feridos, entre eles um menor de idade.

O embaixador americano descartou a hipótese de Israel ter atuado com o objetivo de punir o Líbano, e acrescentou que a posição dos EUA - que já foi manifestada pela secretária de Estado, Condoleezza Rice - é a de que o Governo do Estado judeu responde a um "ato terrorista" e atua em "defesa própria".

Por outro lado, os 15 membros do CS devem se reunir na tarde de hoje para debater um projeto de resolução de condenação a Israel, apresentado pelo Catar, único país árabe que faz parte deste órgão.

Os EUA, que no passado vetaram em inúmeras ocasiões resoluções de condenação a Israel no CS, considera que este não é o momento de uma medida similar ser adotada.

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