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17/07/2006 - 21h13

Cúpula lusófona termina com compromisso com o desenvolvimento

Lisboa, 17 jul (EFE).- Os governantes dos oito países de língua portuguesa assinaram hoje em Bissau uma declaração em defesa do desenvolvimento e dos valores democráticos no término da sexta cúpula realizada pelo grupo, na qual a Guiné Equatorial foi admitida apenas como observadora.

A declaração final da conferência do Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) divulgada em Lisboa, sede da sua Secretaria-Geral, expressa o apoio às autoridades do Timor Leste diante da violência que o país enfrenta, e oferece o envio de observadores para as eleições legislativas de 2007.

Participaram da cúpula, que comemorou o décimo aniversário da fundação da CPLP, os chefes de Estado ou de Governo de Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, enquanto Brasil, Timor Leste e São Tomé e Príncipe foram representados por delegações devido a problemas de agenda de seus governantes.

A conferência admitiu Guiné-Bissau como observadora da CPLP, assim como as Ilhas Mauricio, que não tiveram sua solicitação de ingresso como membro de pleno direito atendida.

O secretário-executivo da CPLP, o cabo-verdiano Luis Fonseca, declarou que as duas nações não reúnem as condições exigidas para pertencer ao organismo, cujos países-membros têm em comum a língua portuguesa.

Na declaração final, os governantes se comprometeram a tentar reduzir a fome e a pobreza em seus países, a fomentar o desenvolvimento, a educação e a igualdade de oportunidades e a combater alguns dos grandes males da África, como os altos índices de mortalidade e o trabalho infantil, a aids, a malária e a tuberculose.

Também apoiaram a iniciativa brasileira de instituir o dia 5 de novembro como o Dia da Língua Portuguesa, e acordaram reforçar os programas conjuntos para a promoção da língua e a cultura comuns.

A próxima cúpula da CPLP será realizada em julho de 2008 em Portugal, que foi representado pelo seu chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, e o de Governo, José Sócrates.

A comunidade, cujos membros somam uma população de mais de 230 milhões e um Produto Interno Bruto de cerca de US$ 700 bilhões, também definiu a implementação de reformas internas para criar uma assembléia parlamentar e um conselho econômico e social.

Também participaram da conferência os presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos; de Moçambique, Armando Guebuza; de Cabo Verde, Pedro Pires; e da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pôde participar desta cúpula porque estava no encontro do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia), e foi a ausência mais sentida do evento.

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