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18/07/2006 - 12h07

ONU está finalizando pedido urgente de recursos para o Líbano

Genebra, 18 jul (EFE).- As Nações Unidas estão preparando um pedido urgente de recursos para responder à "profunda crise humanitária" no Líbano, anunciou hoje o subsecretário da ONU para Assuntos Humanitários, Jan Egeland, que prevê "uma resposta generosa" da comunidade internacional. Em declarações à imprensa em Genebra, Egeland expressou seu desejo de que os países não desviem recursos já previstos para outras crises humanitárias a fim de atender esse futuro pedido para o Líbano.

Em reunião com doadores antes dessas declarações, Egeland anunciou que dos US$ 4,8 bilhões solicitados pelos órgãos internacionais durante 2006, até o momento foram recebidos apenas US$ 1,7 bilhão (36%).

Sobre a crise no Líbano, Egeland disse ser "profunda", caso seja levado em conta que "estão atacando a população civil e já provocou dezenas de milhares de deslocamentos".

"Agora só peço que pare de destruir infra-estruturas civis e permita de uma vez a livre circulação de ambulâncias, que estão bloqueadas tanto dentro como fora do país", pediu o subdiretor da ONU, que atribuiu a responsabilidade pela situação a "várias partes".

Para a ONU, "o maior problema é que não podemos nos movimentar, e isso - lamentou - nos impede, por exemplo, de distribuir o material médico que temos armazenado em Beirute".

"Parte o coração ver a destruição de todo o duro trabalho que o Líbano, com a ajuda de países vizinhos e agências da ONU, fizeram para sua reconstrução. Isso tem que parar agora mesmo", disse Egeland.

Além disso, reivindicou garantias de "que a população civil não será mais atacada" e que também não haverá ataques contra instalações da ONU, que, segundo Egeland, "agora não são nada seguras".

"Precisamos que isso pare o mais rápido possível, que parem de destruir infra-estruturas de comunicações, porque já há mais de vinte emergências pendentes no mundo todo, e a última coisa que queremos é mais outra", pediu Egeland a Israel e à milícia xiita libanesa Hisbolá.

A maioria dessas outras "emergências" está na África, "o continente que está avançando mais, mas onde mais pessoas precisam de ajuda e onde menos recursos são destinados", disse.

"Somos muito eficazes: Podemos estar em 20 horas onde precisar de nós para salvar vidas e reduzir o sofrimento do povo, mas para isso precisamos ter dinheiro", disse Egeland na reunião de doadores hoje, em Genebra.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários disse estar preocupado com que os doadores desviem recursos de uma crise para outra, em função do interesse midiático, e afirmou que "a cada seis meses acontece um tsunami na África em forma de doenças evitáveis" e "os países têm que competir agora para atrair a atenção internacional".

O pedido de recursos para o Líbano que a ONU está preparando e que "não pudemos lançar agora por falta de acesso às zonas mais atingidas para avaliar as necessidades", segundo Egeland, só estará destinada a esse país. Para a Faixa de Gaza, que também há "uma crise humanitária muito profunda", já foi lançada uma solicitação.

Egeland disse que dos US$ 383,5 milhões solicitados para atender as necessidades da população dos territórios palestinos ocupados durante 2006, até agora só foram recebidos 31%.

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