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21/07/2006 - 17h50

Governo do Líbano pede libertação de libaneses detidos em Israel

Nações Unidas, 21 jul (EFE).- O Governo do Líbano fez hoje um pedido na ONU pela libertação dos libaneses detidos em Israel, e reivindicou o fim da ocupação israelense nas Fazendas de Chebaa para poder exercer sua autoridade em todo o país.

Em seu discurso, realizado em uma sessão do Conselho de Segurança para avaliar o conflito, o embaixador do Líbano na ONU, Nouhad Mahmoud, denunciou o uso desproporcional de força por parte de Israel, "que excedeu todas as expectativas e agressões prévias".

"É como se os líderes de Israel tivessem confabulado para repetir as atrocidades perpetradas no Líbano em 1978, 1982, 1993 e 1999.

Quando argumentam direito de legítima defesa demonstram seu desrespeito ao direito internacional", declarou.

Mahmoud pediu o estabelecimento de um cessar-fogo amplo, com apoio da ONU, e implorou à comunidade internacional que recupere seu país, exercendo pressão para que as operações militares israelenses acabem.

Do mesmo modo, pediu "a recuperação de todos os territórios ocupados do Líbano na área das Fazendas de Chebaa, para assim poder exercer sua soberania por todo o país".

A ONU considera as Fazendas de Chebaa, sob domínio do Exército de Israel desde 1967, um território da Síria nas Colinas de Golã ocidental, enquanto o Líbano reivindica a área.

Além disso, Mahmoud pediu "a libertação dos detidos libaneses em prisões israelenses, e a implementação do armistício de 1949 (entre o Líbano e Israel), que foi estabelecido de forma unânime pelas autoridades libanesas no acordo de Taif".

Mahmoud responsabilizou Israel pela catástrofe econômica e humanitária que seu país está sofrendo, e disse que não poupará esforços para pedir ao Governo israelense que recompense o povo libanês pelos danos e pela devastação ocorrida.

"O que está ocorrendo no Líbano é um exemplo da experiência horrenda que os povos da região vivem continuamente, a negação, geração após geração, de seus direitos naturais e de uma vida decente", ressaltou.

O diplomata libanês afirmou que seu país precisa do apoio dos países vizinhos árabes e da comunidade internacional, e de um "plano de ação" para poder reconstruir o que Israel destruiu e encaminhar o Líbano ao desenvolvimento.

"Que futuro nos espera quando sairmos das cinzas, além do medo, do desespero, da pobreza e do extremismo?, perguntou.

Ele afirmou que o Líbano "continuará sendo um país de interação, de intersecções e um exemplo para a humanidade, uma nação que Israel não pôde superar e que nunca poderá fazê-lo".

Mais de 300 pessoas morreram no Líbano em consequência das ações militares iniciadas há dez dias por Israel contra a milícia xiita Hisbolá, que mantém dois soldados israelenses em cativeiro.

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