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24/07/2006 - 14h35

UE responde a pedido da ONU com 10 milhões de euros

Nações Unidas, 24 jul (EFE).- A União Européia respondeu hoje a um pedido de urgência lançado pela ONU com o compromisso de contribuir com 10 milhões de euros (US$ 12,6 milhões) para ajudar a população libanesa deslocada pelos ataques militares israelenses.

O anúncio foi feito hoje por um representante da Finlândia, país que exerce a Presidência rotativa da UE, durante o ato no qual a ONU fez um pedido público de US$ 150 milhões para gastos com ajuda humanitária no Líbano.

Este dinheiro permitirá distribuir durante três meses ajuda humanitária entre os quase 700 mil libaneses deslocados pelo conflito armado.

Paralelamente à contribuição da UE, a maioria dos países europeus expressou sua intenção de oferecer contribuições bilaterais para a reconstrução do Líbano, superando mais de 1 milhão de euros (US$ 1,26 milhão).

Os Estados Unidos, por sua parte, manifestaram que estão apoiando os esforços de Israel junto ao Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) para a abertura de corredores no Líbano para a distribuição de alimentos, remédios e outros artigos de primeira necessidade.

O representante americano indicou que a contribuição dos EUA será anunciada na próxima quarta-feira em Roma pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, que se reunirá com os líderes da região para buscar uma saída para a crise.

A diretora-executiva do Fundo para a Infância (Unicef), Ann Veneman, explicou que, do número total que a ONU pede, US$ 23,8 milhões serão destinados à assistência de crianças afetadas pela crise no Líbano e na Síria.

"A maioria das pessoas deslocadas pela violência são crianças.

Viram com seus próprios olhos a morte ou o dano infligido a seus entes queridos e atualmente sofrem de desamparo angustiante", ressaltou.

Veneman lembrou que cerca de 700 mil pessoas foram deslocadas dentro do Líbano, e que existem 110 mil que vivem agora em escolas, dependências governamentais e parques. Outras 150 mil cruzaram a fronteira para se refugiar na Síria.

"As crianças são as que enfrentam o perigo imediato das doenças e são as vítimas da destruição de hospitais, clínicas e escolas", ressaltou.

O Unicef disponibilizou US$ 1,2 milhão em remédios e outros artigos de primeira necessidade, como tabletes de purificação de água, tanques de água, sabão, remédios para a diarréia e roupa.

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