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28/07/2006 - 09h14

Líbano tenta se unir em meio aos bombardeios no sul e no leste

Katy Saleme Beirute, 28 jul (EFE).- Os ataques israelenses continuaram hoje no sul e no leste do Líbano, com um saldo de três mortos e vários feridos, enquanto o Governo libanês tenta superar suas diferenças e se mostrar unido em volta do primeiro-ministro Fouad Siniora.

Segundo fontes policiais e a mídia local, os caças-bombardeiros israelenses lançaram mísseis contra as cidades de Nabatiyeh e Tiro, no sul do Líbano, assim como o leste do país.

Na localidade de Jabr, no leste do Líbano, três pessoas morreram e várias ficaram feridas pelos bombardeios israelenses desta manhã.

No sul de Nabatiyeh, muitos povoados foram atacados, mas, como a maioria já está despovoada, só cinco pessoas foram feridas.

O Hisbolá respondeu com disparos de Katyusha contra o norte de Israel, nas regiões de Akko e Rudina. Não há informações sobre vítimas.

Além disso, continuam os intensos combates nas proximidades da localidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, que os israelenses tentam tomar desde domingo, após assegurar o controle da estratégica colina de Maroun al Ras, também no sul.

Pela manhã, aviões israelenses realizaram dezenas de ataques contra Kila Dalafa, uma região situada entre o Vale do Bekaa e o sul do país, regiões consideradas reduto do Hisbolá.

O Governo libanês aprovou na quinta-feira à noite por unanimidade o plano apresentado pelo primeiro-ministro Fouad Siniora na conferência de Roma, enquanto continua a guerra não declarada entre Israel e Líbano, que já matou cerca de 600 libaneses.

Após várias horas de debates, com momentos de tumulto, o Gabinete aprovou o projeto de sete pontos de Siniora, que tinha sido rejeitado antes pelo grupo xiita Hisbolá.

O plano prevê "o reforço em número, material militar, mandato e perímetro das operações das forças internacionais das Nações Unidas que operam no sul do Líbano, assim como a necessidade de empreender um trabalho humanitário urgente e operações de ajuda".

Os ministros do Hisbolá e o presidente Émile Lahoud defendiam a idéia de uma força de observação, uma espécie de segunda Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Finul), que não tivesse poder coercitivo.

Mas Siniora ameaçou suspender as negociações para um cessar-fogo, enquanto os ministros das Forças do 14 de março, coalizão anti-Síria, acusaram o Hisbolá de ter levado o país à guerra e ressaltaram que chegou a hora de deixar para o primeiro-ministro a iniciativa de acabar com o conflito, segundo a imprensa local.

"A gestão das negociações para se chegar a soluções é primordial para garantir o êxito ou o fracasso do Líbano e o essencial é ter uma visão clara, que haja um acordo nacional e a confiança entre todos", afirmou o ministro da Informação, Ghazi Aridi, após a reunião.

O Governo agradeceu a todos os países que estão ajudando o Líbano para pôr fim ao drama humanitário que atinge o país há 17 dias.

O ministro da Saúde, Mohamed Jalife, falou hoje sobre a possibilidade do surgimento de epidemias como o tifo ou a hepatite, devido à falta de água e de higiene e aos corpos que ainda estão sob os escombros, calculados entre 150 e 200.

Em declaração à rádio "A Voz do Líbano", o ministro acrescentou, no entanto, que "não poderemos enfrentar esta situação indefinidamente", pois, segundo suas estimativas, só há remédios suficientes para um mês.

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