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28/07/2006 - 02h52

Polícia chinesa reprime população em aniversário de terremoto

Tangshan (China), 28 jul (EFE).- A Polícia chinesa dispersou aos gritos e empurrões milhares de pessoas que tinham se reunido no centro da cidade de Tangshan para lembrar os 30 anos do terremoto ocorrido na localidade, no qual morreram 240 mil pessoas.

Muitos parentes dos mortos foram maltratados pelas autoridades chinesas, que além disso retiraram do memorial do terremoto as flores e oferendas que tinham chegado durante a manhã, em homenagem às vítimas.

O secretário do Comitê Provincial do Partido Comunista da China, Bai Keming, comentou, sem a presença da imprensa estrangeira, que "30 anos depois, não há como esquecer as vítimas da tragédia, mas é preciso continuar vivendo com coragem, fé e esperança".

Mas muitos habitantes de Tangshan, uma cidade reconstruída completamente, após ter sido reduzida a escombros, mostraram seu descontentamento.

"A Polícia foi brusca", protestou um dos presentes, que tinha ido à praça para depositar um ramo de flores por seus parentes perdidos.

A cidade de Tangshan é hoje um núcleo urbano de mais de 7 milhões de habitantes, quatro vezes mais que em 1976. Ela se diferencia de outras localidades chinesas pela ausência de edifícios muito altos, provavelmente por medo de novos terremotos.

O terremoto, às 3h42 de 28 de julho de 1976, foi o pior do século XX em número de vítimas e a terceira maior catástrofe natural de toda a história, atrás apenas de outro ocorrido também no norte da China, em 1556, no qual morreram 830 mil pessoas, e do tsunami que em dezembro de 2004 causou 288 mil mortos no Oceano Índico.

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