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05/08/2006 - 11h42

Americanos não acompanham noticiário internacional, diz pesquisa

Roberto Arnaz Nova York, 5 ago (EFE).- O interesse dos americanos pelas notícias internacionais, incluindo as que se referem a assuntos que afetam o país como a Guerra do Iraque, caiu em relação a 2004, segundo o último relatório divulgado sobre o assunto nos EUA.

"Atualmente, apenas 39% dos americanos acompanham de perto os fatos que acontecem no mundo. Há pouco mais de dois anos este número era de 52%", afirma o estudo desenvolvido pelo Centro de Pesquisa PEW para a População e a Imprensa.

No caso do Iraque, o interesse público nos EUA atingiu o nível mais alto com o aumento da violência em Falluja e a descoberta dos abusos cometidos pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib.

A partir daí, no entanto, teve início uma curva descendente que não voltou a subir. Segundo o relatório, "houve uma queda notável na percentagem de republicanos que acompanham de perto as notícias internacionais, enquanto essa falta de interesse foi menos dramática entre os democratas e os independentes".

Esta diferenciação por ideologia política também está presente na percepção que os americanos têm sobre a credibilidade da imprensa.

Os republicanos expressam menos confiança que os democratas na maioria dos meios de comunicação nacionais, com a exceção da conservadora rede de televisão "Fox News", a segunda mais confiável segundo o público dos Estados Unidos, depois da "CNN".

Não se trata de uma tendência nova. Desde o final dos anos 80 os americanos têm se mostrado cada vez mais céticos sobre o que lêem e assistem. No entanto, nos últimos anos o fenômeno se agravou.

A desconfiança afeta sobretudo as grandes empresas de comunicação, como demonstra a evolução da "CNN" na última década.

Em 1998, 42% dos telespectadores do canal acreditavam em todas as informações transmitidas ou na maioria delas. A "CNN" gozava de um índice de credibilidade muito alto em relação a outros veículos.

Em 2006, a rede continua como a empresa com maior credibilidade, mas apenas 28% do seu público acredita fielmente no que a "CNN" informa, com uma percentagem de credibilidade muito similar à registrada pelos demais canais de notícias americanos.

Na imprensa local, com exceção do "The Wall Street Journal" - dono da melhor avaliação por parte dos leitores -, não existem grandes diferenças quanto à credibilidade.

Apesar de ter sido mais afetada pela queda do índice de confiança nos EUA, a televisão continua sendo o meio de comunicação preferido e que goza de maior credibilidade entre os cidadãos do país, embora para muitos americanos não seja uma fonte informativa suficiente.

"A metade do público utiliza várias fontes, enquanto 31% consultam apenas um veículo. Para o resto, as notícias carecem de interesse", afirma o relatório.

Atualmente, 81% dos americanos acompanham as notícias diariamente por meio de qualquer veículo que estiver a seu alcance - televisão, imprensa, rádio ou internet -, contra os 90% registrados há uma década, antes do "boom" dos serviços digitais de informação.

"Acompanhar as notícias é uma parte fundamental da vida diária da maioria dos americanos. No entanto, essa percentagem foi reduzida significativamente desde os anos 90", afirma o estudo.

Os americanos costumam dedicar mais de uma hora diária (67 minutos) ao acompanhamento de notícias em qualquer meio de comunicação. As pessoas com menos de 30 anos aparecem como as mais reticentes na hora de se informar sobre o que acontece ao seu redor, e 19% delas admitem não consultar as notícias, percentagem que aumenta para 25% entre os que não têm educação superior.

"As audiências dos noticiários variam notavelmente por idade, nível educativo e conhecimento sobre o que acontece no país e no mundo. Os consumidores de notícias estão mais bem informados, mais bem educados e sua idade está acima da média dos americanos", conclui o relatório.

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