UOL Notícias Notícias
 

06/08/2006 - 13h35

Desafios aguardam Uribe em nova gestão

Arturo Menéndez Vallserra Bogotá, 6 ago (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, enfrentará, ao assumir seu segundo mandato, a aprovação de um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos, uma nova reforma tributária e uma sociedade que reivindica mais igualdade e investimentos sociais.

Uribe fez do acordo de livre-comércio com os Estados Unidos, que terá que ser aprovado pelo Congresso e a Corte Constitucional, um de seus pilares econômicos.

A nova reforma tributária, que taxará com o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) os alimentos da cesta básica, reduzirá esse tributo sobre os bens supérfluos e diminuirá o Imposto de Renda dos grandes contribuintes, é outro tema fundamental que ainda terá que passar pelo Congresso.

A Colômbia continuará negociando acordos comerciais com vários países da América Central, o Chile e a União Européia - neste último caso, dentro da Comunidade Andina de Nações (CAN).

Em novembro deste ano, vence o terceiro acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), sob cujas condições o país está desde 1999. Segundo o Governo, não haverá um novo, embora a dívida pública continue sendo uma preocupação, pois seu pagamento representa um terço dos gastos anuais da Nação.

Entre os anúncios do Chefe de Estado para seu segundo mandato, está o relativo à continuidade do processo de reestruturação do aparelho estatal. Paralelamente, a política de segurança democrática continuará sendo uma prioridade, e para ela haverá todos os recursos necessários.

Depois das eleições, o Governo anunciou a venda de 20% da Empresa Colombiana de Petróleo (Ecopetrol) a investidores privados. Alguns analistas disseram que a iniciativa marca o início da privatização da estatal.

A Ecopetrol, que monopoliza o setor de refino, é maior a empresa do país, a que mais impostos paga ao Estado, a que mais arrecada tributos e a que mais lucro dá ao erário público.

Nas palavras do senador Luis Guillermo Vélez, que apóia Uribe, a Ecopetrol é "a madrinha do Orçamento nacional".

O Governo estuda, dentro do plano de reestruturação do Estado, iniciado no primeiro mandato de Uribe, novas reformas no Instituto de Seguridade Social (ISS), que enfrenta uma grave crise.

Uribe foi reeleito para um segundo mandato depois de uma reforma na Constituição aprovada pelo Legislativo em dezembro de 2004.

A médio prazo, a principal urgência fiscal que o Governo e o Legislativo têm que resolver está relacionada ao sistema provisório de transferências de recursos aos municípios e departamentos, que chega ao fim em dezembro de 2007.

Segundo o Governo, voltar ao sistema original de transferências em 2008 geraria um enorme déficit fiscal.

Apesar da taxa de desemprego no país ter caído de 16% (3,1 milhões de desempregados) em agosto de 2002 para 10,5% (2,2 milhões) em junho passado, o número de subempregados cresceu de 6,9 milhões para 7,2 milhões, embora sua taxa tenha caído levemente, de 35,5% para 34,4% no mesmo período.

Uma reforma que flexibilizou o mercado de trabalho e reduziu os gastos dos empresários com suas contratações gerou instabilidade e incerteza entre os empregados, cujos contratos agora não concedem muitos benefícios e costumam ter seu término especificado.

Por sua vez, em 2004 e 2005, a economia registrou crescimentos próximos a 5%, o que significou grandes ganhos para as empresas, mas não se refletiu em uma melhor distribuição da riqueza.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,48
    3,144
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,53
    75.604,34
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host