UOL Notícias Notícias
 

08/08/2006 - 13h01

Exército israelense afirma ter causado 475 baixas no Hisbolá

Safed (Israel), 8 ago (EFE).- O general-de-brigada Shuki Shachar, subcomandante do Comando Norte do Exército israelense, disse hoje que Israel causou 475 baixas nas milícias do grupo xiita Hisbolá, o que representa entre 35% e 45% das forças ativas dessa guerrilha.

Em entrevista coletiva no Comando Norte do Exército, na cidade de Safed, Shachar acrescentou que as Forças Armadas israelenses capturaram cerca de 20 milicianos, e que estes "estão nos dando informações extraordinariamente boas".

O militar disse que "é muito importante que o Hisbolá tenha sofrido tantas baixas, porque uma organização terrorista não tem muitos efetivos, embora este grupo tenha reservas".

Sobre os capturados, disse que alguns foram detidos enquanto dormiam.

O Exército israelense afirma também que destruiu entre 60% e 70% dos mísseis de médio e longo alcance que a guerrilha tinha até 12 de julho, e 40% dos projéteis de curto alcance.

O general israelense afirmou que "a moral em Hisbolá é baixa", enquanto garantiu que "a motivação entre as tropas israelenses é muito alta e por cada unidade se apresentam 20% mais de voluntários dos quais são necessários".

O militar afirmou que o Hisbolá "não é a mesma organização que há quatro semanas", mas reconheceu a dificuldade de lutar contra uma milícia que atua "em centenas de equipes separadas em todo o Líbano".

Para ilustrar as dificuldades encontradas pelas tropas israelenses no território libanês, foram mostradas na entrevista coletiva imagens de entradas de bunker camuflados entre as folhagens.

O Hisbolá causou cerca de cem mortes do lado israelense, a maioria de militares.

Por esse motivo, o Exército israelense está agindo de forma pontual por terra, mar e ar "por todo o Líbano, exceto o extremo norte, onde não encontramos motivo para fazer isso".

Shachar disse também que continuam chegando mísseis iranianos ao aeroporto de Damasco, e que tentam introduzi-los no Líbano por estrada.

"Israel não tem o objetivo de atacar a Síria e se limita a bombardear essas estradas", disse o militar.

Sobre os danos causados à população civil libanesa, Shachar disse que o Exército tenta evitar qualquer dano à população civil, e que às vezes suspendem os ataques para permitir missões humanitárias.

O militar afirmou que "ainda não atacou infra-estruturas como as que podem ser usinas elétricas".

Por fim, advertiu que a operação continuará até que o Governo israelense decida que deve acabar com ela.

"Estamos dispostos a assumir riscos até que nos digam que devemos parar", concluiu.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host