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09/08/2006 - 14h24

Gabinete de Segurança israelense aprova expansão da ofensiva

Jerusalém, 9 ago (EFE).- O Gabinete de Segurança de Israel aprovou hoje os planos de lançar uma ofensiva de grande escala contra a milícia xiita libanesa Hisbolá, em decisão que representa um sinal verde para que as tropas de infantaria cheguem ao rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países.

O objetivo da operação é reduzir de forma significativa a capacidade do Hisbolá de disparar foguetes de curto alcance contra o território israelense. De acordo com estimativas militares, a maioria das lançadeiras de mísseis da milícia xiita encontra-se nessa área.

O ministro da Indústria e Comércio de Israel e líder do partido religioso sefardita Shas, Eli Yishai, disse, entretanto, que a data de aplicação do plano ainda precisa ser estabelecida pelo primeiro-ministro Ehud Olmert e pelo titular da Defesa, Amir Peretz.

No fim das contas, estes podem decidir não implementá-lo, afirmou. A resolução foi aprovada pela maioria dos votos entre os doze membros do Gabinete, presidido por Olmert e do qual fazem parte, entre outros, Peretz, o vice-primeiro-ministro Shimon Peres e a titular dos de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni.

A decisão de expandir a ofensiva militar terrestre no Líbano foi apoiada por nove dos ministros do gabinete de segurança, enquanto três se abstiveram e nenhum votou contra, acrescentou Yishai.

A rádio pública israelense informou que os membros do Gabinete que se abstiveram foram o próprio Yishai; Peres, que além de vice-primeiro-ministro é responsável pelo Desenvolvimento da Galiléia e do deserto do Neguev, e o titular da Cultura e do Esporte, Ophir Pines-Paz.

Peres e Pines-Paz afirmaram que se abstiveram porque ainda não foram esgotadas todas as vias diplomáticas.

Livni disse, entretanto, que "a decisão de hoje do gabinete não é apenas militar, mas diplomática" e que o Estado judeu age paralelamente nas duas frentes.

A chanceler acrescentou que, enquanto o Exército libanês e uma força multinacional que impeça as ações do Hisbolá não forem postados no sul do país árabe, o Governo israelense tem "uma responsabilidade para com seus cidadãos", o que explica por que continua pensando em uma ampliação da ofensiva.

Yishai afirmou que a operação terrestre não deve ser ampliada sem que a aviação tenha limpado o terreno anteriormente.

Fontes militares calculam que "uma operação de envergadura do Exército até o rio Litani levará uma semana", e que serão necessárias entre quatro e seis semanas para completar a missão, ou seja, conquistar o controle total da região.

A iniciativa aprovada pelo Gabinete de Segurança também inclui planos para a evacuação de civis das cidades do norte de Israel atingidas pelos ataques da milícia xiita libanesa.

"O Governo do Líbano é o responsável do que está ocorrendo porque deixa o Hisbolá agir contra Israel a partir de seu território", afirmou Yishai ao sair da reunião, que durou várias horas.

Durante um dos intervalos, Olmert telefonou para a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, para mantê-la ao corrente da situação.

A decisão foi aprovada na véspera de uma reunião na qual os quinze membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS) debaterão, em Nova York, uma minuta de resolução para exigir um cessar-fogo das partes.

Além do avanço das forças terrestres no Líbano, os ministros resolveram exigir do país árabe a libertação imediata e incondicional dos dois soldados seqüestrados em 12 de julho pelo Hisbolá, Ehud Goldwasser e Eldad Regev, como precondição para um cessar-fogo.

O Gabinete de Segurança decidiu ainda exigir o fim das "operações terroristas" lançadas do sul do Líbano contra Israel, particularmente os ataques com foguetes; a aplicação da resolução 1559 do CS, que inclui o posicionamento de tropas regulares libanesas no sul do país; o destacamento de uma força multinacional e um embargo à transferência de armas para o Hisbolá.

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