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19/08/2006 - 17h03

Bush reafirma total apoio a democracias do Líbano e Iraque

Washington, 19 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reiterou hoje sua determinação de derrotar os terroristas, ao fazer um balanço da luta contra o terror e em defesa das democracias em países do Oriente Médio, como o Líbano e o Iraque.

Em sua habitual mensagem radiofônica, Bush justificou a permanência dos Estados Unidos no Iraque devido ao compromisso com a democracia e a liberdade, e tendo em vista a segurança dos americanos.

Afirmou também que a atuação da sua administração no conflito no sul do Líbano foi vital para proteger os EUA de possíveis ataques.

Para Bush, não é mera coincidência que o Iraque e o Líbano, países que estão construindo sociedades livres no Oriente Médio, também sejam palco da "mais violenta atividade terrorista".

Por outro lado, considerou que a resolução da ONU que estabelece o envio de uma força internacional de paz no sul do Líbano ajudará a restaurar a soberania e o Governo democrático neste país.

O líder americano afirmou que essa força de paz contribuirá para o restabelecimento da normalidade, para que libaneses e israelenses possam voltar para casa de forma segura sem o risco de uma nova onda de "violência e temor".

"O conflito do Líbano faz parte de uma ampla luta entre a liberdade e o terror que se estende através da região", afirmou Bush, após indicar que mesmo "os terroristas e os que os apóiam reconhecem que o Oriente Médio passa por um momento fundamental em sua história".

O presidente americano afirmou que a "liberdade" levou esperança a milhões de pessoas nessa região e alimentou "o desenvolvimento de democracias jovens de Bagdá até Beirute".

No entanto, considerou que estas democracias "ainda são frágeis" e que as forças terroristas pretendem impedir o avanço da liberdade, ao tentar conduzir essas "novas nações livres" ao radicalismo.

Bush disse que o caminho que ainda resta "será difícil e exigirá sacrifício e determinação", e que a segurança dos americanos depende do progresso da liberdade nessa "região problemática".

A segurança nacional americana e a guerra do Iraque são os assuntos principais do debate político dos EUA frente às eleições legislativas de novembro.

Nesse contexto, o legislador democrata Joe Sestak, um vice-almirante aposentado, afirmou hoje que "chegou o momento de retirar as tropas americanas do Iraque".

Sestak defendeu uma mudança total na política da Casa Branca para este país, e sugeriu que o dinheiro e a energia gastos no Iraque sejam investidos no combate a "outros perigos" como os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte, e no fortalecimento da segurança nacional.

Os democratas argumentam que a Casa Branca não tem um plano firme para concluir com sucesso sua atuação no Iraque, que vem perdendo o apoio dos americanos diante do crescente número de mortos, que esta semana chegou a 2.600 vítimas.

Sestak disse que os Estados Unidos alimentam uma cultura de dependência e que devem deixar que os líderes iraquianos conduzam o próprio país.

A Casa Branca desmentiu categoricamente esta semana que Bush esteja frustrado com a falta de avanços no Iraque e com o novo Governo desse país, e disse que o presidente está completamente decidido a seguir adiante.

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