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23/08/2006 - 18h42

Presidente de Israel é interrogado por suposto assédio sexual

Jerusalém, 23 ago (EFE).- O presidente de Israel, Moshe Katsav, foi interrogado hoje pela Polícia durante sete horas sobre as denúncias de assédio sexual apresentadas contra ele por antigas assistentes.

A investigação foi pedida pelo próprio Katsav, que denunciou, em julho, estar sendo chantageado por uma ex-secretária, que ameaçava denunciá-lo por assédio sexual caso ele não lhe pagasse US$ 50 mil e lhe obtivesse um cargo superior ao que havia exercido.

Desde então, a investigação foi sendo ampliada, e revelou que o assunto é mais grave e complexo do que parecia a princípio.

O interrogatório de hoje foi antecedido por uma operação policial na residência e no escritório do presidente israelense. Foram apreendidos o computador pessoal de Katsav e disquetes. O material será analisado pela Polícia.

Antes do interrogatório de hoje, Katsav foi informado de que duas mulheres o haviam denunciado por assédio.

A principal acusadora, chamada pelos investigadores de A., afirma ter sido ameaçada por Katsav de demissão, caso não lhe prestasse os favores sexuais que desejava.

A Polícia israelense anunciou que interrogará o presidente por mais duas ocasiões. Pode ser interrogada também a esposa do presidente, Gila, com quem Katsav é casado desde 1969.

Ao longo das investigações, os agentes interrogaram dezenas de funcionários da Presidência. Além disso, os agentes podem ordenar uma acareação entre Katsav e a mulher que o acusa.

Setores da opinião pública israelense exigem a renúncia de Katsav, enquanto outros, mais moderados, pedem que se afaste de suas funções durante o decorrer das investigações.

Os advogados do presidente acusaram os que vazaram informações sobre a investigação de querer gerar um conflito interno no país, e pedem que seja revelado também o conteúdo da gravação na qual A.

supostamente chantageia Katsav.

A legislação israelense permite que o presidente se ausente de suas funções durante três meses renováveis, caso não se sinta "capacitado" para exercer o cargo.

Para que isso ocorra, é necessária a aprovação do Parlamento.

Nesse caso, Katsav seria substituído pela presidente da Câmara de Israel, Dalia Itzik.

A princípio, Katsav não pode ser julgado por supostos crimes cometidos no cumprimento de suas funções. Não se sabe, entretanto, se o assédio pode ser enquadrado dentro dessa definição.

A denunciante A. também acusa o presidente de tráfico de influência.

Este escândalo se junto a uma lista de outros casos que vieram à tona nas últimas semanas em Israel, dentre os quais a acusação de assédio sexual contra o ministro da Justiça do país, , que foi demitido.

Tanto o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, como o chefe das forças armadas, Dan Halutz, foram criticados. O primeiro por supostamente ter recebido favores ao vender sua casa, e o segundo por vender ações horas antes de Israel ter empreendido os recentes ataques militares contra a milícia xiita Hisbolá, no Líbano.

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