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24/08/2006 - 05h51

Venezuela vai duplicar oferta de combustível barato aos EUA

Pequim, 24 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou hoje que seu país duplicará a quantidade de combustível subvencionado para a calefação de casas de famílias pobres nos Estados Unidos no próximo inverno.

"Vamos duplicar o programa de combustível para calefação a partir de outubro e principalmente em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro", disse o presidente venezuelano, que está em visita oficial a Pequim.

Chávez declarou hoje à imprensa que a empresa CITGO Petroleum Corp (subsidiária da estatal Petróleos de Venezuela, com sede em Houston, EUA) "já tem instruções para duplicar o mecanismo de cooperação".

A CITGO anunciou a venda de 40 milhões de galões (150 milhões de litros) de combustível de calefação a baixo preço no inverno passado para cerca de 181 mil casas e centenas de albergues no leste dos EUA, nos estados de Massachusetts, Nova York, Maine, Rhode Island, Vermont, Connecticut, Delaware e na região da Filadélfia.

Em maio, o presidente venezuelano ofereceu em Viena combustível de calefação subvencionado também para europeus desfavorecidos.

Alguns críticos de Chávez disseram que seu programa de combustível subvencionado nos EUA era mais uma tentativa de ganhar apoio político que uma ajuda aos necessitados.

O presidente venezuelano anunciou sua intenção de duplicar a ajuda a famílias pobres americanas após uma reunião com o governador do Banco de Desenvolvimento da China, Chen Yuan. Os dois acertaram a criação de um Fundo Estratégico de Cooperação bilateral e a busca de novos mecanismos para financiar projetos de desenvolvimento.

"Foi uma de minhas melhores reuniões, com visão integral da política. Yuan nos visitará em breve em Caracas para concretizar a idéia maravilhosa", destacou.

Chávez discutiu assuntos bilaterais com Chen Yuan. "Mas também aproveitamos para comentar situações na América Latina, cujo renascimento já foi percebido pela sabedoria da grande pátria chinesa", disse o presidente da Venezuela.

A visita oficial vai até o dia 27. Ao chegar a Pequim, Chávez elogiou a luta contra a pobreza empreendida pelo Governo chinês. "O número de pobres caiu de 300 para 30 milhões em 30 anos", destacou.

O governante venezuelano se reuniu ontem com representantes de grandes empresas chinesas, que manifestaram seu interesse em diversificar as áreas de investimento, principalmente em turismo, indústria, infra-estruturas e petróleo.

Chávez explicou que, apoiada em suas relações de intercâmbio com potências como China e Rússia, a Venezuela avança para se consolidar como uma potência intermediária em áreas como energia e petroquímica.

Ele acrescentou que a maioria dos acordos com a China inclui transferência de tecnologia, o que ajudará a avançar na independência e na transformação progressiva da Venezuela, pois os novos investimentos também criarão postos de trabalho.

Outro acordo assinado hoje, avaliado em US$ 1,2 bilhão, estabelece que a estatal chinesa CITIC vai construir 20 mil casas na Venezuela durante os próximos dois anos.

"Levaremos 15 meses para concluir a obra", disse à Efe um representante do grupo chinês.

Chávez afirmou que solucionar o grave problema da habitação na Venezuela é fundamental para a revolução bolivariana e prometeu construir 150 mil casas este ano.

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