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07/09/2006 - 06h56

Presos islâmicos fazem greve de fome e exigem liberdade

Cairo, 7 set (EFE).- Setenta presos islâmicos se declararam em greve de fome para exigir sua libertação, depois de as autoridades egípcias se negarem a cumprir várias sentenças judiciais, informa hoje o jornal "Al-Misri al-Iom".

Segundo o jornal, é a segunda vez que os detidos protestam. Suas mães e mulheres enviaram uma carta ao presidente do país, Hosni Mubarak, solicitando sua intervenção para que libertar seus filhos e maridos.

"A procuradoria demonstrou que nossos parentes detidos não tiveram qualquer relação com os horríveis crimes de al-Azhar. Somos apenas vizinhos dos autores do atentado", diz a nota citada pelo jornal, que faz referência ao atentado do ano passado, perto da mesquita de al-Azhar, no Cairo.

Em abril de 2005, a explosão de uma bomba no mercado popular de Khan el-Khalili, no centro turístico do Cairo, matou três pessoas e feriu outras 18.

A carta também insiste que os presos não estão envolvidos em nenhum ato de violência e que estão detidos há 15 meses.

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