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10/09/2006 - 13h35

Solana e Larijani anunciam progresso em negociações

Jordi Kuhs Viena, 10 set (EFE).- O responsável da Política Externa da União Européia (UE), Javier Solana, e o negociador nuclear do Irã, Ali Larijani, anunciaram hoje que fizeram progressos em suas conversas em Viena sobre o programa atômico iraniano e concordaram em agendar uma nova reunião para a semana que vem.

Larijani disse à imprensa que "muitos dos mal-entendidos foram esclarecidos", enquanto Solana destacou que as mais de sete horas de intensas conversas "valeram a pena".

Os representantes de Teerã e da UE voltarão a se encontrar na próxima semana, embora não tenham informado a data e o local da reunião.

Washington quer iniciar nos próximos dias as deliberações do Conselho de Segurança da ONU sobre possíveis sanções contra Teerã por não ter interrompido o processo de enriquecimento de urânio até 31 de agosto.

A reunião entre Solana e Larijani é considerada a última tentativa de salvar a possibilidade de uma solução negociada ao impasse entre a República Islâmica e a comunidade internacional sobre o programa nuclear.

"Queremos continuar nesse caminho, por isso decidimos que vamos nos encontrar na próxima semana", assegurou Solana. Larijani afirmou que, na sua opinião, houve "progressos" e que os dois lados têm "pontos de vista comuns em vários assuntos".

No centro destas negociações está a resposta iraniana ao pacote de incentivos econômicos e nucleares, mas também de advertências, elaborado em junho pelas cinco potências com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha.

Teerã respondeu esta proposta em 22 de agosto, embora não tenha deixado claro se a rejeita ou aceita.

Enquanto Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha querem pressionar o Irã o mais rápido possível com sanções comerciais e diplomáticas, Rússia e China continuam reticentes.

Em seu último relatório técnico sobre o Irã, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que Teerã segue adiante com seu programa de enriquecimento de urânio.

Este material, cuja produção é legal desde que sob os termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), tem aplicações civis em reatores energéticos, mas serve também para construir armas nucleares.

Além disso, as últimas inspeções da AIEA revelaram novas incógnitas sobre as atividades nucleares da República Islâmica, país que, até 2003, ocultou importantes aspectos de seu programa atômico.

Teerã insiste em seu direito ao uso dessa tecnologia, enquanto a comunidade internacional quer que o país suspenda essas atividades de forma voluntária durante as negociações, sob o pretexto de que a medida criaria um laço de confiança entre as partes envolvidas.

Os Estados Unidos e a UE temem que o Irã queira usar seus conhecimentos nucleares para construir armas atômicas. Teerã alega que seu programa nuclear tem objetivos pacíficos, como a geração de energia elétrica.

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