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16/09/2006 - 09h33

Vice-presidente sudanês apóia envio de "capacetes azuis" a Darfur

Cartum, 16 set (EFE).- O primeiro vice-presidente do Sudão, Salva Kiir, reafirmou que apóia o envio de "capacetes azuis" da ONU a Darfur, após qualificar de catastrófica a situação dos civis nessa região sudanesa.

Kiir, líder do sulista Movimento Popular para a Libertação do Sudão (MPLS) e presidente da região do Sudão do sul, expressou esta posição durante uma reunião do Escritório Político de seu grupo, realizada ontem à noite na cidade de Juba, no sul do país, disseram hoje fontes do MPLS em Cartum.

"O movimento (MPLS) reitera seu apoio ao envio a Darfur de uma força das Nações Unidas para proteger os civis expostos a uma verdadeira catástrofe e ao genocídio", disse o líder sulista.

Kiir lamentou que as forças da União Africana, posicionadas na região, fronteiriça com o Chade, sejam "incapazes de proteger os civis", e acusou o Partido do Congresso Nacional, do presidente sudanês, Omar al-Bashir, de não proteger os civis do "assassinato sistemático" que se pratica em Darfur.

O vice-presidente aludia, sobretudo, à milícia árabe Janjaweed, supostamente apoiada por Cartum, e à qual são atribuídas numerosas atrocidades cometidas em Darfur desde 2003.

Bashir, cujo regime assinou no ano passado um acordo com o MPLS, com o qual se pôs fim a mais de duas décadas de guerra civil no sul do Sudão, rejeita categoricamente a presença de uma força multinacional em Darfur.

Tanto Bashir como outros altos representantes árabes de Cartum afirmaram em várias ocasiões que uma força internacional em Darfur será considerada pelos sudaneses como "tropas de ocupação".

"Não se pode justificar a rejeição à presença de uma força multinacional em Darfur", disse Kiir.

O conflito de Darfur começou em fevereiro de 2003 quando o Movimento de Libertação do Sudão e o Movimento de Justiça e Igualdade pegaram em armas para protestar contra a pobreza e marginalização da região e pelo controle dos recursos naturais.

Cerca de 200 mil pessoas morreram desde então e 2 milhões se viram forçadas a abandonar seus lares e alojar-se em campos de refugiados no Sudão e no Chade, no que, segundo a ONU, constitui um dos piores desastres humanos deste século.

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