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19/09/2006 - 13h57

Annan adverte que divisões ameaçam comunidade internacional

Nações Unidas, 19 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, advertiu hoje que as divisões que o mundo enfrenta representa uma ameaça à comunidade internacional e às bases institucionais sobre as quais se assenta.

"Os eventos dos últimos 10 anos não apenas não se resolveram, mas acentuaram os três grandes desafios que enfrentavam: um mundo com uma economia injusta, a desordem e o amplo desprezo pelos direitos humanos e o respeito da lei", disse Annan.

Em seu último discurso na Assembléia Geral, já que em 31 de dezembro termina seu mandato, o secretário-geral da ONU disse que o resultado desses problemas "é um mundo no qual as divisões ameaçam o conceito de comunidade internacional, sobre o qual se baseiam as instituições".

"Estou convencido de que a solução para este mundo dividido é uma verdadeira Organização das Nações Unidas", afirmou Annan, em discurso no qual avaliou a situação do mundo desde que assumiu pela primeira vez, em 1997, o cargo máximo da instituição internacional.

O secretário-geral falou sobre a luta contra a pobreza, o combate à aids, as mudanças climáticas, o terrorismo, a violência e a falta de respeito aos direitos humanos, ameaças que, segundo ele, ainda persistem no mundo.

Além disso, assinalou que a globalização econômica avança e que embora alguns países em desenvolvimento, especialmente da Ásia, se beneficiem disso, "milhões de habitantes ainda sofrem com a pobreza".

"Não nos enganemos. O milagre asiático ainda tem que ser reproduzido em outras partes do mundo. Mesmo nos países asiáticos mais dinâmicos, os lucros estão longe de serem divididos", afirmou o secretário-geral da ONU.

Annan disse considerar "improvável" o cumprimento dos Objetivos do Milênio da ONU, estipulados para combater a pobreza e melhorar setores como saúde e educação até 2015.

"A aliança global para o desenvolvimento ainda é mais uma frase do que um fato", afirmou Annan, que reconheceu, no entanto, progressos no alívio da dívida dos países mais pobres.

O secretário-geral afirmou que alguns dos conflitos que assolavam seu continente natal, África, tiveram fim, mas indicou que "em muitas partes do mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, o povo ainda está exposto a conflitos brutais".

"Pessoas de todas as partes do mundo estão ameaçadas. É uma vergonha que durante a última Cúpula Mundial da ONU, em 2005, não se tenha dito uma única palavra sobre o desarmamento e a não-proliferação de armas de fogo", criticou.

Outro tema abordado em seu discurso foi a luta contra o terrorismo.

"Muitos dos que estatisticamente deveriam sentir-se seguros, não o estão. Devemos isso ao terrorismo, que mata e fere relativamente pouca gente em comparação com outros métodos de violência, mas difunde o medo e a insegurança entre muitos", afirmou.

Annan se referiu por último à situação de extrema violência em Darfur (Sudão) e no Oriente Médio. Sobre este último conflito, pediu ao Conselho de Segurança que ponha fim à ocupação israelense nos territórios palestinos, e faça cumprir as resoluções da ONU.

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