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20/09/2006 - 14h23

Chávez chama Bush de "diabo" por suas pretensões hegemônicas

Nações Unidas, 20 set (EFE).-O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou hoje o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de "diabo" e pediu hoje ao mundo que se levante contra as pretensões hegemônicas americanas, que colocam em perigo a sobrevivência do planeta.

Em seu discurso no plenário da Assembléia Geral da ONU, Chávez disse que a maior ameaça que paira sobre o planeta são as estratégicas e pretensões imperialistas dos EUA.

"O diabo está em casa. Ontem o diabo veio aqui. Este lugar cheira a enxofre", disse Chávez, em referência à participação de Bush na Assembléia Geral.

O presidente criticou a postura de Bush na ONU, que se dirigia à audiência "como se fosse o dono do mundo", para impor seu esquema de dominação, exploração e saqueio das riquezas dos outros povos.

"Não podemos permitir que se instale e consolide a ditadura mundial dos EUA", afirmou.

Chávez criticou duramente o discurso de Bush, que afirmou estar cheio de "cinismo e hipocrisia", por tentar impor uma "falsa democracia das elites, através de bombardeios, agressões e invasões".

"Para onde quer que ele olhe, vê extremistas que querem escapar da miséria e recuperar a dignidade. Para ele, Evo Morales (presidente da Bolívia) é um extremista", indicou.

"O que ocorre é que o mundo está despertando, e começa a rebelar-se contra o predomínio e o imperialismo dos EUA", declarou.

Chávez previu que Bush viverá um pesadelo pelo resto de seus dias, protagonizado por aqueles que clamam pela igualdade dos povos e pelo respeito à soberania das nações.

"Faço um apelo para deter esta ameaça imperialista. A pretensão hegemônica dos EUA põe em risco a sobrevivência da humanidade", afirmou.

Chávez criticou o sistema da ONU e enfatizou a necessidade de se transformar a Assembléia Geral em mais do que um órgão deliberativo, que não possui nenhum impacto na realidade mundial.

"O sistema da ONU, criado após a Segunda Guerra Mundial, entrou em colapso e não serve mais", afirmou Chávez, que propôs que o organismo internacional seja refundado, através da expansão e reforma do Conselho de Segurança, e da ampliação do papel do secretário-geral.

Chávez aproveitou a ocasião para promover sua candidatura a um posto não-permanente no Conselho de Segurança para o biênio 2007-2008. A Venezuela disputa a vaga com a Guatemala.

Chávez afirmou que seu país representará uma "voz independente", que já obteve o apoio dos países do Mercosul, da Comunidade do Caribe (Caricom), da Liga Árabe e de muitos da União Africana (UA), assim como da Rússia e da China.

"Se a Venezuela entrar no Conselho de Segurança, vai trazer a voz do terceiro mundo, a voz de todos os povos do planeta", garantiu.

O presidente venezuelano afirmou que ainda há razões para o otimismo, e disse ver "o começo de uma nova era".

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