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02/10/2006 - 20h03

FAB recupera caixa-preta de avião e restos humanos

(corrige título) Rio de Janeiro, 2 out (EFE).- A FAB localizou hoje a "caixa-preta" do avião Boeing 737-800 da companhia aérea GOL que caiu na sexta-feira passada na densa floresta amazônica e matou seus 155 ocupantes.

Segundo informou a instituição em comunicado oficial, "foram achados os equipamentos de gravação de voz e de dados da aeronave que serão enviados à comissão de investigação do acidente para serem analisados".

Os trabalhos se concentram na retirada dos corpos, no abastecimento das equipes que trabalham no lugar do acidente e na ampliação do perímetro de busca na floresta, segundo o comando da Força Aérea.

Uma complexa operação militar, que envolve ao todo 200 pessoas entre soldados e pessoal das equipes de resgate, foi montada no meio da selva e uma base de operações foi organizada em uma fazenda da Serra de Cachimbo, na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso.

O avião da GOL caiu em uma região isolada no meio da reserva indígena do Parque do Xingu, no norte de Mato Grosso.

"Vários corpos" achados na área do acidente foram enviados à base de apoio para que os médicos e peritos forenses possam prosseguir os trabalhos de identificação.

Na área atuam hoje 75 militares da Força Aérea e do Exército com o apoio de um avião e cinco helicópteros.

A direção da GOL disse em um breve comunicado que "reconhece sua responsabilidade objetiva quanto às indenizações às famílias" das vítimas.

A empresa disse que assumirá todas as despesas do traslado, funerais e enterros ou cremações dos corpos. Além disso, dará apoio psicológico e logístico aos familiares.

Após fortes pressões das famílias que reivindicavam ações rápidas de resgate e mais informações, o Governo decidiu levar seis representantes dos parentes para sobrevoarem a área do desastre.

Desta maneira espera convencê-los das dificuldades das operações e da possibilidade improvável de encontrar algum sobrevivente.

Restos do aparelho, segundo a Força Aérea, ficaram espalhados por um raio de 20 quilômetros no meio de uma região de densa vegetação e inacessível por terra.

Os soldados demoraram dois dias para abrir um ponto no meio da selva, derrubando árvores de até 40 metros para permitir a aterrissagem de helicópteros.

Os corpos começaram a ser levados para uma base da aeronáutica na Amazônia e daí de avião a Brasília, para os trabalhos de identificação.

As autoridades calculam que toda essa operação durará cerca de uma semana.

"Será difícil que consigamos localizar todos os passageiros. A situação é pior do que qualquer pessoa possa imaginar", afirmou o chefe da operação, o general da Aeronáutica Jorge Kersul.

Os diferentes órgãos que participam do resgate deram explicações divergentes sobre as causas do acidente.

Só no domingo confirmaram que a tragédia ocorreu devido ao contato em pleno vôo entre o Boeing e um avião executivo Legacy, que viajavam a uma velocidade média de 800 km/h.

O Legacy, que ia para os Estados Unidos com sete pessoas a bordo, conseguiu realizar uma aterrissagem de emergência com avarias em uma das asas e seus ocupantes saíram ilesos. Eles informaram que viram apenas uma sombra e escutaram um forte barulho antes de sentir o impacto.

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