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10/10/2006 - 15h02

Organização denuncia falta de eletricidade em Gaza

Jerusalém, 10 out (EFE).- A organização israelense de direitos humanos B'Tselem denunciou que 1,4 milhão de palestinos da Faixa de Gaza continuam sem dispor de energia elétrica de forma permanente, três meses após Israel ter bombardeado as principais usinas de eletricidade da região.

Em comunicado divulgado hoje, intitulado "Ato de Vingança", a organização responsabiliza Israel pelo problema, e chama de ilegal o bombardeio das usinas.

Além disso, pede ao Governo israelense que financie as obras estruturais necessárias, para poder levar eletricidade de Israel à Faixa de Gaza, e solicita o restabelecimento da legislação que permite a indivíduos e entidades afetados pelos bombardeios pedir compensações ao Estado de Israel.

A B'Tselem pede a abertura de uma investigação contra os responsáveis pelo planejamento e execução dos ataques.

A destruição da principal usina de eletricidade de Gaza afetou significativamente os níveis de doenças e infecções na região, e a impossibilidade de refrigerar alimentos aumentou as possibilidades de envenenamento pela ingestão de produtos estragados.

Os sistemas de água e esgoto, que precisam de eletricidade para bombear os líquidos, também foram seriamente danificados. A maior parte dos residentes de Gaza ainda recebe água por apenas duas ou três horas por dia.

A organização humanitária israelense adverte que o sistema de águas e esgoto no norte da Faixa de Gaza se encontra à beira do colapso, e que as comunidades da região podem ser inundadas a qualquer momento.

Israel lançou uma operação militar contra o território de Gaza após a captura do soldado Gilad Shalit, em 25 de junho, por comandos palestinos ligados ao movimento islâmico Hamas.

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