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26/10/2006 - 19h48

OMS apresenta nova estratégia para combater doenças tropicais

Genebra, 26 out (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou hoje uma nova estratégia para combater algumas doenças tropicais, consideradas como as mais esquecidas e as que mais afetam a vida dos pobres.

Essa nova estratégia resultou em um manual que determina como e quando utilizar tratamento com remédios eficazes e gratuitos (doados por farmacêuticas) contra uma ampla gama de infecções provocadas por doenças parasitárias.

O diretor do departamento da OMS para a luta contra as doenças tropicais, Lorenzo Savioli, considerou que, embora "o tratamento preventivo com fármacos não paralise uma infecção, contribui para reduzir sua transmissão".

A OMS informou que a estratégia conta com a cooperação de cerca de vinte empresas farmacêuticas e organismos não-governamentais, entre outros, para lutar contra doenças que afetam mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo e que têm uma incidência direta sobre as crianças e seu desenvolvimento.

"Essas doenças também produzem complicações durante a gravidez, lesões com desfiguração e até cegueira, o que acarreta em exclusão social e redução da produtividade econômica e da receita familiar", explicaram os especialistas.

David Heymann, subdiretor-general interino da OMS, pediu colaboração de urgência para essa luta que considerou "um imperativo moral, e também uma questão de direitos humanos e de bem-estar público mundial".

As doenças tropicais esquecidas são a filariose linfática (elefantíase), a esquistossomose, a oncocercose (que produz cegueira), a geohelmintíase e o tracoma, todas parasitárias e que afetam milhões de pessoas nos países mais pobres do mundo, lembrou a organização.

A OMS disse que há 1,2 bilhão de pessoas que vivem em áreas onde é endêmica a filariose linfática, que está presente em 83 países e afeta 120 milhões de pessoas, enquanto há 200 milhões de pessoas afetadas pela esquistossomose urinária.

A oncocercose é endêmica em 30 países da África, 6 da América Latina e no Iêmen, e há 37 milhões de pessoas infectadas por esse parasita que produz lesões oculares que podem causar cegueira, explicou a OMS.

A organização informou também que o tracoma, provocado pela bactéria Clamídia tracomatis, afeta 84 milhões de pessoas, dos quais 8 milhões sofrem problemas visuais.

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