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06/11/2006 - 16h28

França e Itália: UE pedirá ao Iraque para não executar Saddam

Paris, 6 nov (EFE).- Os ministros de Exteriores da França e da Itália afirmaram hoje que a União Européia (UE) pedirá às autoridades do Iraque que não executem a sentença de morte contra o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, ditada no domingo por um tribunal de Bagdá.

O ministro de Exteriores francês, Philippe Douste-Blazy, e o italiano, Massimo D'Alema, se reuniram hoje em Paris para preparar a cúpula bilateral dos dois Governos, que acontecerá no final do mês na Itália, e aproveitaram para abordar questões atuais.

Douste-Blazy afirmou que toda a UE é contra a pena de morte e que haverá um acordo com os países do bloco para "decidir em breve como levar nossa posição às autoridades iraquianas".

Mais explícito, D'Alema disse que executar Saddam seria "inaceitável" devido a uma questão de princípios morais, já que toda a UE luta contra a pena de morte e porque poderia levar o Iraque à "guerra civil".

"Não se deve subestimar o risco de que a execução de Saddam Hussein leve a essa guerra", disse o ministro italiano, enquanto o chanceler francês afirmou que o país está "à beira dessa guerra, com uma crescente brecha entre sunitas e xiitas".

O pedido às autoridades iraquianas para não aplicar a condenação à morte de Saddam Hussein será de forma "amistosa", segundo D'Alema, que reconheceu que a responsabilidade do ditador em massacres é "grave e enorme" e que o novo poder iraquiano tem direito de julgá-lo.

A situação em Gaza também ocupou parte da reunião entre os dois ministros, no momento em que diversas facções palestinas negociam um acordo para formar um Governo de união nacional.

Douste-Blazy e D'Alema pediram que os palestinos façam esse esforço e, sobre o Hamas, lembraram que é preciso aceitar o direito à segurança de Israel em troca de poder ter seu próprio Estado no futuro.

Os dois analisaram a situação nos Bálcãs, que, segundo o ministro italiano, "não é só a fronteira do meu país, mas a da Europa. É uma região que deve ser integrada na UE, não hoje nem amanhã, mas é preciso dar a esses Estados um sinal de abertura".

A Itália entrará no Conselho de Segurança das Nações Unidas em 1º de janeiro como membro não-permanente, mesma condição da França, por isso os dois ministros falaram sobre alguns assuntos de interesse para esse órgão, como a disputa com o Irã devido a sua decisão de seguir adiante com o programa de enriquecimento de urânio.

Douste-Blazy e D'Alema analisaram também a situação no Líbano e as condições para a estabilidade da região, após o conflito de meados do ano entre Israel e a milícia do Hisbolá, que levou a uma resolução da ONU prevendo a mobilização de um contingente internacional no qual franceses e italianos são maioria.

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