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06/11/2006 - 14h31

Nova Presidência tripartida da Bósnia toma posse

Sarajevo, 6 nov (EFE).- A Presidência tripartida da Bósnia tomou posse hoje em Sarajevo, com o sérvio Nebojsa Radmanovic, o muçulmano Haris Silajdzic e o croata Zeljko Komsic como novos presidentes do país, escolhidos nas eleições gerais de 1º de outubro.

Durante a cerimônia de posse, dezenas de manifestantes se reuniram em frente ao edifício da Presidência bósnia para exigir dos líderes políticos que deixem para trás suas divergências e trabalhem para solucionar os graves problemas políticos e econômicos.

O primeiro e mais difícil obstáculo será designar um candidato para o posto de primeiro-ministro do país, palco do pior conflito étnico vivido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, entre 1992 e 1995.

O Parlamento bósnio se encontra paralisado devido às reivindicações dos principais partidos muçulmanos e sérvios para que o novo chefe do Governo seja um membro de sua etnia.

O primeiro a assumir a Presidência durante os próximos oito meses será o sérvio Radmanovic, da União de Social-Democratas Independentes (SNSD), que pediu hoje aos políticos para "superar as inimizades de antes".

"A igualdade é a condição sem a qual não podemos seguir adiante", assinalou Radmanovic, cujas palavras foram interpretadas pela imprensa local como uma mensagem dirigida sobretudo a Silajdzic, líder do Partido para a Bósnia-Herzegóvina (SBiH).

Silajdzic defende que se eliminem os dois entes autônomos que formam Bósnia - a república sérvia e a federação muçulmano-croata - para criar um Estado bósnio unificado, posição que a SNSD considera uma ameaça aos sérvios.

Komsic, do multiétnico Partido Social-Democrata (SDP), afirmou que Bósnia "já não pode ser o país pelo qual pessoas acusadas de crimes de guerra andam livremente".

A captura e entrega ao Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) de vários supostos criminosos de guerra, entre eles o ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic, é a condição para a aproximação da Bósnia à União Européia.

Pela primeira vez desde 1995 os três presidentes não provêm dos três partidos que se enfrentaram na guerra civil, o muçulmano Partido da Ação Democrática (SDA), o Partido Democrático Sérvio (SDS) e a União Democrática Croata (HDZ).

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