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20/11/2006 - 10h19

Entrar no Guiness Book é uma "obsessão nacional" na Índia

Maribel Izcue Nova Déhli, 20 nov (EFE).- Loucos por ver seu nome nas páginas do Guiness Book, o livro dos recordes, cada vez mais indianos tentam as proezas mais insólitas, que vão desde reunir 8 mil pessoas para tocar tambor até escrever milhares de letras em um grão de arroz.

Mais que uma moda, bater recordes é uma autêntica "obsessão nacional" na Índia, explica o professor e ensaísta Vinay Lay, que em um estudo sobre este fenômeno assinala que com estas tentativas os indianos buscam antes de tudo "reconhecimento", seja individual ou coletivo.

É o caso da cidade de Meghalaya, que no mês de outubro conseguiu colocar seu nome na próxima edição do Guinness (2008) ao juntar 7.951 pessoas para tocar, em perfeita sincronização, o maior show de tambor do mundo.

Foi "uma tentativa do povo de ressaltar, através do recorde mundial Guinness, que esta região do nordeste também é capaz de coisas boas, em vez da publicidade negativa que os meios de comunicação fazem geralmente", explicou à Efe o secretário-geral do Fórum de Desenvolvimento Turístico de Meghalaya, Aiban S. Mawkhroh.

"Havia percussionistas vestidos com seus trajes tribais de todo o nordeste de Índia, além de crianças, donas de casa, motoristas de táxi, funcionários do Governo, todos tocando tambor durante os vinte minutos previstos", detalhou Mawkhroh, após mostrar sua satisfação com a atenção da mídia que o evento gerou.

Outro que entrou recentemente no Guinness - também estará na edição de 2008 (a de 2007 já foi fechada) - é o artista N. Karthik, que tocando um "veena" (um instrumento indiano de corda) se apresentou em Bangalore o maior número de vezes do mundo em 24 horas.

As apresentações duraram quinze minutos cada e Karthik passou por cinqüenta salas da cidade, batendo assim o recorde de um sul-africano que fez "apenas" 41 apresentações em um dia.

Alguns ainda não entraram no Guinness, mas têm a intenção de consegui-lo, como Uttam Gosh, de 22 anos, que é capaz de ficar durante horas com uma bola de futebol na cabeça sem que esta caia, nem sequer quando sobe ou desce escadas e inclusive quando nada.

O jovem, que pelo menos aparece no livro Limca dos recordes (a versão local do Guinness), mostrou estar convencido, em declarações ao canal "NDTV", que seu talento é "único" no mundo.

Diante da onda de tentativas de bater recordes na Índia, os responsáveis pelo Guinness farão a nomeação de um representante permanente para o país, segundo indicou recentemente uma fonte da organização à agência local "PTI".

Até algumas empresas nacionais, entre elas a Air India (AI), querem entrar no livro. Em seu site, a empresa lembra que em 1990 entrou no Guinness por ter realizado a maior ponte aérea de evacuação jamais feita por uma companhia aérea civil, na invasão do Kuwait pelo Exército iraquiano.

Foram mais de 111 mil pessoas transportadas de Amã para Bombaim pela AI entre agosto e outubro de 1990, em uma ponte aérea de 488 vôos em conjunto com a Indian Airlines, um fato "histórico e hercúleo", afirma o site.

A história dos recordes indianos chega até os que beiram o ridículo: em 2000, Dipak Syal, da localidade de Yamunagar, se transformou no asiático com o recorde de recordes, após conseguir aparecer no Guinnes com quatro diferentes façanhas.

Dipak escreveu 2.557 caracteres em um grão de arroz; fez uma torre de 253 moedas sobre uma moeda colocada de lado; fez uma torre com 21 moedas colocadas, de forma alternada, de lado e na horizontal; e passou a linha na agulha 8.927 vezes em duas horas, a um ritmo de 77 vezes por minuto.

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