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27/11/2006 - 09h46

Simpatizantes de Correa protestam por temerem fraude em apuração

Guayaquil (Equador), 27 nov (EFE).- Simpatizantes do candidato à Presidência do Equador Rafael Correa fizeram um protesto nesta madrugada em frente ao Tribunal Eleitoral da província de Guaias, em Guayaquil, por temerem que haja uma fraude contra o esquerdista.

Segundo as pesquisas de boca-de-urna e a apuração extra-oficial das atas eleitorais, Correa venceu com ampla vantagem o multimilionário Álvaro Noboa no segundo turno das eleições realizado neste domingo.

Durante um comício de comemoração nesta madrugada diante de milhares de pessoas, Correa fez um alerta sobre uma possível tentativa de fraude no Tribunal Eleitoral de Guaias.

Um grupo de simpatizantes da Aliança País, o partido de Correa, foi até a sede do tribunal provincial com a intenção de "proteger os votos".

Vários manifestantes disseram que o temor de uma fraude surgiu depois que observadores eleitorais de Correa fizeram uma advertência sobre algumas "manobras irregulares" no tribunal, liderado por Roberto Ponce, parente de Noboa, líder do Partido Renovador Institucional de Ação Nacional (Prian).

Apesar das cercas de proteção instaladas pela Polícia, os manifestantes conseguiram abrir passagem à força e chegar até a entrada do Tribunal de Guaias.

A Polícia tentou dispersar os simpatizantes de Correa com bombas de gás lacrimogêneo, mas não pôde conter a multidão.

Quatro dos sete membros do tribunal aprovaram, "de forma ilegal", a abertura das 10.423 urnas da província de Guaias, para fazer uma apuração voto a voto, quando "a lei permite que isso seja feito apenas em certas circunstâncias", disse à Efe Aracelly Moreno, uma das integrantes do organismo eleitoral da província.

Moreno indicou que, diante dos fatos, a apuração das atas eleitorais da jurisdição ficou suspensa, enquanto se discute uma saída para o caso.

Segundo a mesma fonte, o candidato à Vice-Presidência pelo Prian, Vicente Taiano, foi ao organismo para pedir que todas as urnas fossem abertas, em um procedimento "irregular" que teria sido aprovado pelo presidente do Tribunal Eleitoral e outros três integrantes partidários deste grupo político.

Moreno disse que as urnas e as atas eleitorais estão resguardadas por militares, mas, ainda assim, entrou em contato com as autoridades do Tribunal Supremo Eleitoral em Quito.

"A apuração voto a voto levaria uns três meses", acrescentou Moreno, advertindo que o Prian, o conservador Partido Social Cristão (PSC), o Roldosista Equatoriano (PRE) e Sociedade Patriótica (PSP), se uniram para promover, de forma irregular, a proposta de Noboa de fazer uma apuração voto a voto.

O porta-voz da Aliança País, Ricardo Patiño, disse que houve várias irregularidades no processo de apuração e pediu aos simpatizantes de Correa que permaneçam no lugar para evitar novos problemas.

Patiño disse que a lei eleitoral permite a apuração voto a voto, desde que seja apresentada alguma impugnação em uma ata eleitoral ou no desenvolvimento da contagem, mas nenhuma das duas causas teria sido apresentada.

Segundo o porta-voz de Correa, se negocia no Tribunal Eleitoral de Guaias a possibilidade de aprovar a abertura de apenas 5% das urnas, com o compromisso de abrir uma percentagem maior caso sejam detectadas grandes irregularidades.

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