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29/11/2006 - 14h01

Brasileiros destinam 7% do orçamento familiar à cultura

Rio de Janeiro, 29 nov (EFE).- As famílias brasileiras gastam em
média 7% de seus rendimentos em produtos e serviços culturais,
incluídos os meios de comunicação e telefonia, segundo um relatório
divulgado hoje pelo Governo.

Habitação30,97%
Alimentação20,75%
Transporte18,43%
CULTURA7,88%
Saúde6,49%
Vestuário 5,68%
Educação3,49%
Outros2,44%
SETORESGASTO
De acordo com o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), cada família brasileira destina à cultura, na
média, cerca de R$ 115,50 mensais.

O relatório mediu as despesas dos brasileiros em produtos e
serviços considerados culturais, como cinema, teatro, espetáculos,
discotecas, televisão paga, internet e cursos, mas também na
reprodução de materiais gravados, a aquisição de eletrodomésticos
destinados à diversão, a telefonia, a compra de diários e revistas,
decorações e realização de festas.

Apesar do estudo apresentar valores atualizados, os cálculos
foram feitos com base em dados colhidos pelo Instituto em 2003.

Habitação453,97
Alimentação304,12
Transporte270,16
CULTURA115,50
Saúde95,14
Vestuário83,21
Educação51,09
Outros35,69
SETORESGASTO (em R$)
De acordo com o Instituto, a cultura fica em 4º lugar nos gastos
dos brasileiros, após moradia, alimentação e transporte.

As despesas com cultura chegam a 7% da renda de uma família
brasileira, mas essa percentagem cai para 4,4% quando se exclui o
pagamento de tarifas telefônicas.

Após a telefonia, as despesas do setor que mais pesam no
orçamento familiar são a aquisição de eletrodomésticos utilizados em
atividades culturais e as atividades recreativas como diversão e
festas.

O relatório revelou que, em 2003, 269.074 empresas e entidades
(5,2% do total) se dedicavam a atividades culturais no Brasil e eram
responsáveis por 1,4 milhão dos empregados (4% do total).

De acordo com o IBGE, pelo menos 3,7 milhões de pessoas se
dedicam no Brasil a atividades culturais, em sua maioria por conta
própria.

Os brasileiros que trabalhavam em atividades do ramo cultural
tinham uma escolaridade (11 anos) superior à da média nacional (8
anos).

O rendimento destes trabalhadores, no entanto, era praticamente o
mesmo que o da média dos trabalhadores do país.

As empresas do setor de serviços que mais geravam emprego em
atividades culturais eram as dedicadas a outras atividades de
ensino, como cursos de informática, artes ou música; os serviços de
telecomunicações e os serviços de processamento de dados.

Entre as empresas do setor industrial com maior número de
empregos no ramo cultural se destacavam as empresas de edição e
impressão gráfica e as de edição e impressão de periódicos.

Segundo o IBGE, as empresas dedicadas ao ramo cultural que
ofereciam os maiores salários eram as agências de notícias, as
empresas de telecomunicações e as produtoras de televisão.

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