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29/11/2006 - 17h46

Enviados de EUA e Coréia do Norte continuam sem acordo em Pequim

Pequim, 29 nov (EFE).- Os negociadores de Washington e Pyongyang que debatem uma solução para a crise nuclear norte-coreana concluíram hoje dois dias de reuniões em Pequim sem determinar uma data para retomá-lo, embora tenham "trocado pontos de vista de maneira aberta e profunda", informou um porta-voz oficial chinês.

A China, anfitriã da reunião, reconheceu que as divergências entre EUA e Coréia do Norte também não foram superadas na reunião para que sejam convocadas novas rodadas de negociação entre os seis países mais afetados pela crise - os três citados mais Coréia do Sul, Japão e Rússia.

O secretário adjunto de Estado americano, Christopher Hill, e o vice-ministro de Assuntos Exteriores norte-coreano, Kim Kye-gwan, se reuniram durante todo o dia de hoje em sessões bilaterais e trilaterais com a China, "o que serviu para aumentar o conhecimento mútuo", segundo um porta-voz chinês de Assuntos Exteriores.

As reuniões de hoje foram uma continuação das mantidas ontem pelos mesmos negociadores durante mais de cinco horas, e que contaram também com a participação do mediador chinês Wu Dawei, vice-ministro de Exteriores.

Fontes da embaixada americana em Pequim informaram que, devido ao prolongamento das conversas, Hill foi obrigado a adiar sua viagem a Seul, que faria hoje para continuar as negociações.

"Hill não viajará hoje para Seul, mas a viagem ainda não está confirmada para amanhã. Ou ele viajará ou continuará as reuniões em Pequim", se limitou a afirmar a embaixada americana.

O ministério de Exteriores chinês afirmou em comunicado oficial, que os três negociadores estão concordaram em "retomar as conversas de seis lados o mais rápido possível".

Hill, que este mês foi três vezes a Pequim e em duas delas se reuniu com o enviado norte-coreano, expressou no dia 21 seu desejo de que as negociações multilaterais sejam retomadas em meados de dezembro.

Enquanto isso, o primeiro-ministro japonês reiterou ontem em Tóquio que o Governo japonês "não pode tolerar que a Coréia do Norte possua armas nucleares", declaração que pode acrescentar tensão às tentativas de retomar o diálogo.

Hill também planeja viajar esta semana a Tóquio para dar continuidade aos contatos.

Embora as negociações entre China, EUA, Japão, Rússia e as duas Coréias estejam paralisadas há um ano, Pequim conseguiu reunir, já nesta semana, cinco negociadores, faltando apenas o russo, que está doente.

Os negociadores do Japão (Kenichiro Sasae) e Coréia do Sul (Chun Yung-woo), porém, não se reuniram nestes dois dias em Pequim com o enviado norte-coreano.

Washington afirmou ontem que espera que Pyongyang dê demonstrações de seu compromisso em abandonar o programa de armas nucleares, como prometeu no princípio de acordo conseguido em 19 de setembro de 2005.

As conversas multilaterais estão paralisadas desde novembro de 2005, quando a Coréia do Norte se retirou do diálogo em protesto contra as sanções financeiras impostas por Washington.

Os EUA congelaram US$ 24 milhões depositados no Banco Delta de Macau que estavam em nome de entidades norte-coreanas que Washington acusa de lavagem e falsificação de dinheiro para a compra de armas não convencionais.

Este ano foi marcado pelo primeiro teste nuclear da Coréia do Norte (em outubro) e pelo lançamento de vários mísseis intercontinentais por Pyongyang (em julho), o que contribuiu para aumentar as tensões regionais e forçou sanções das Nações Unidas contra o regime comunista norte-coreano.

Em Pequim aconteceram, desde 2003, cinco rodadas de conversas entre os seis países envolvidos para tentar fazer com que a Coréia do Norte interrompa seu programa nuclear.

Em 19 de setembro de 2005 foi conseguido um princípio de acordo para que o país interrompesse o desenvolvimento de armas nucleares em troca de ajudas econômicas e garantias de segurança, mas essa vitória diplomática foi por água abaixo um dia depois, quando a Coréia do Norte defendeu seu direito a ter reatores atômicos.

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