UOL Notícias Notícias
 

29/11/2006 - 09h56

Otan potencializa missão no Afeganistão e abre a porta à Sérvia

Riga, 29 nov (EFE).- A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) terminou hoje com um acordo para potencializar os aspectos militares e civis de sua missão no Afeganistão, um importante gesto político de abertura à Sérvia e o anúncio de que sua Força de Resposta Rápida é plenamente operacional.

Vários países da organização suavizaram as restrições ao movimento e às missões de suas tropas no Afeganistão, anunciou hoje o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheffer.

A decisão indica que, dos 32 mil soldados que a Otan dirige no Afeganistão, 25 mil "serão mais utilizados", afirmou De Hoop Scheffer na entrevista coletiva que encerrou a cúpula de Riga.

O secretário-geral disse que a definição de emergência corresponde ao comandante da Isaf, a força da Otan no Afeganistão, e "não é negociável".

De Hoop Scheffer também disse que os países da organização se comprometeram a enviar mais meios materiais e financeiros para a reconstrução e o desenvolvimento do Afeganistão. A Otan ofereceu hoje à Sérvia que se una à Associação para a Paz, num primeiro passo para a cooperação com a Aliança. Segundo um comunicado, a oferta foi feita também à Bósnia-Herzegovina e a Montenegro e, segundo a Aliança Atlântica, leva "em conta a importância da estabilidade de longo prazo nos Bálcãs".

"É um passo político muito importante", afirmou o secretário-geral, que considerou que a decisão "ajudará a levar toda a região" dos Bálcãs Ocidentais para "dentro da família euro-atlântica".

Para De Hoop Scheffer, a Aliança enviou a Belgrado "um sinal político", que significa que a Sérvia "é um ator importante nos Bálcãs".

A Otan reafirmou, no entanto, a importância que dá ao cumprimento dos valores da Aliança e disse que "espera, sobretudo, que a Sérvia e a Bósnia cooperem plenamente com o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII)". "Vamos manter a pressão para que haja essa colaboração", disse De Hoop Scheffer, acrescentando que não há "marcha à ré" na Aliança.

A falta de cooperação de Belgrado para deter e entregar ao TPII seu principal fugitivo, o ex-líder militar servo-bósnio Ratko Mladic, levou a União Européia a suspender este ano suas negociações com o país sobre um Acordo de Cooperação e Associação.

Quanto ao processo de transformação, a Otan declarou hoje como plenamente operacional sua Força de Resposta Rápida (NRF, sigla em inglês), um grupo de elite formado por 25 mil soldados aptos a responder com prontidão a crises imprevistas.

A NRF "tem hoje uma capacidade operacional plena", o que constitui um "acontecimento-chave" dentro do processo de transformação, anunciou o comunicado final da cúpula.

A Força de Resposta Rápida é um grupo multinacional de elite, com 25 mil membros das forças naval, aérea e terrestre, pronta para atuar num prazo de cinco dias em missões que vão das humanitárias às de combate.

A Otan pôs em funcionamento contingentes rotatórios menores desta força. O grupo que será reunido em 1º de janeiro deve ser a primeiro preparado para enfrentar todo tipo de missões, desde combate à assistência civil em catástrofes.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host