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30/11/2006 - 18h03

Maliki: Forças iraquianas poderão assumir controle em 2007

Washington, 30 nov (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, afirmou hoje que as forças iraquianas poderiam assumir plenamente a segurança no Iraque e tomar o controle das tropas americanas em junho de 2007.

Maliki fez tais declarações à rede americana de televisão "ABC", acrescentando que as forças iraquianas estarão preparadas "plenamente para assumir o comando".

"Posso assegurar que as forças iraquianas estarão prontas, plenamente prontas, para receber esta ordem (de assumir o controle) e de dirigir suas próprias forças. E posso dizer que as nossas estarão preparadas para junho", disse Maliki.

A "ABC" antecipou hoje alguns trechos da entrevista, feita pelo apresentador Charles Gibson para o programa "World News".

Maliki também indicou que no início de 2007 intensificará o treinamento das forças iraquianas e que, quando alcançarem um nível aceitável, será possível falar de transferir o poder das forças multinacionais às iraquianas.

Em outro momento da entrevista, Maliki foi perguntado sobre um memorando, do último dia 8, assinado pelo conselheiro de Segurança da Casa Branca, Stephen Hadley, após uma visita a Bagdá.

No documento, vazado na quarta-feira pelo "The New York Times", Hadley expressa suas dúvidas sobre a capacidade de Maliki para controlar a violência no Iraque e recomenda que os Estados Unidos dêem novos passos para fortalecer o primeiro-ministro, muito dependente de partidos xiitas extremistas.

"Suas intenções parecem boas quando fala com os americanos, e relatórios confidenciais sugerem que está tentando fazer frente à hierarquia sunita e motivar uma mudança positiva", escreveu o conselheiro.

No entanto, Hadley ressaltou que "a realidade nas ruas de Bagdá sugere que Maliki não está consciente do que está ocorrendo, ou faz rodeios a respeito de suas intenções, ou suas capacidades não são suficientes para transformar suas boas intenções em fatos".

Maliki negou na entrevista à "ABC" que seja incapaz de controlar as milícias, incluindo a do clérigo xiita Muqtada Sadr.

"Agora estamos falando com as forças multinacionais para desarmar todas as milícias, sem exceções. Só haverá armas para as tropas governamentais", acrescentou o primeiro-ministro iraquiano.

"Nossa Constituição estabelece que só há um Exército, não um Exército étnico. A realidade é que os soldados curdos, sunitas e xiitas são soldados para o Iraque e eu sou o comandante supremo das forças iraquianas", ressaltou.

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