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02/12/2006 - 17h14

Bush reconhece que situação no Iraque é "inquietante"

Washington, 2 dez (EFE).- O presidente George W. Bush reconheceu hoje que a violência no Iraque "tem sido inquietante", e que o trabalho que tem pela frente não será fácil, mas afirmou que os Estados Unidos continuarão promovendo a liberdade e a democracia no país árabe.

Durante seu habitual discurso radiofônico dos sábados, o líder defendeu a estratégia dos EUA no Iraque, apesar da escalada da violência que, segundo observadores, aponta para uma guerra civil nesse país.

Bush, que retornou nesta quinta-feira de uma viagem ao Oriente Médio que incluiu um encontro na Jordânia com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, assegurou que o êxito do Governo do Iraque depende das forças de segurança, do fortalecimento das instituições democráticas e do estímulo da reconciliação nacional.

"Reconheço que a violência recente no Iraque tem sido inquietante, e muitos em nosso país se perguntam sobre o caminho a seguir. O trabalho que temos pela frente não será fácil. Mas, ao ajudar o primeiro-ministro Maliki, nossos líderes militares e diplomáticos podem contribuir para conduzir o Iraque por um bom caminho rumo à liberdade e à democracia", enfatizou Bush.

Bush acrescentou que, durante seu encontro com Maliki, reiterou que os Estados Unidos "estão preparados para fazer mudanças para apoiar da melhor maneira o Governo de unidade do Iraque".

Nesse sentido, Bush assegurou que analisará as recomendações do painel bipartidário sobre o Iraque, liderado pelo ex-secretário de Estado James Baker e pelo ex-congressista Lee Hamilton, "antes de tomar qualquer decisão sobre ajustes em a estratégia americana" no país árabe.

O Grupo de Estudo sobre o Iraque deve divulgar na quarta-feira seu relatório, no qual recomenda, entre outras coisas, a retirada paulatina das tropas americanas.

O Governo Bush rejeitou a idéia de retirar as tropas do Iraque, ao argumentar que isso aumentaria o caos e encorajaria os extremistas.

"As decisões que tomarmos no Iraque terão repercussões em todo o Oriente Médio. O fracasso no Iraque encorajaria os extremistas que odeiam os EUA e não têm desejo maior do que o de ver nosso desaparecimento", ressaltou Bush.

Consciente de que os democratas, que recuperarão o controle do Congresso americano em janeiro, questionam a estratégia dos EUA no Iraque, Bush reconheceu também que o sucesso no Iraque dependerá do consenso que democratas e republicanos forem capazes de criar sobre o roteiro a seguir no país árabe.

"Portanto, trabalharei com os líderes dos dois partidos para alcançar este objetivo", disse.

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