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07/12/2006 - 12h46

Autoridades tentam evitar doenças após passagem de tufão pelas Filipinas

Legazpi (Filipinas), 7 dez (EFE) - Após o desastre que deixou cerca de 1.300 mortos e desaparecidos, além de um milhão e meio de desabrigados nas Filipinas, as autoridades sanitárias locais tentam evitar o surgimento de doenças causadas pela falta de água potável.

"Trabalhamos para nos anteciparmos às ocorrências em massa de diarréia, gastroenterite e doenças respiratórias", disse à Efe Rogelio Rivera, diretor do hospital regional de Bicol, localizado em Legazpi, capital da província de Albay.

O médico acrescentou que até agora não foram detectados casos de cólera na área, mas que o laboratório do hospital continua analisando várias amostras.

Rivera lamentou ainda a falta de meios para a realização do trabalho, mas reconheceu que o hospital é plenamente operacional, ao contrário de outros como o da cidade vizinha de Ligao, que ficou totalmente inundado e corre risco de desabar.

Enquanto isso, Luis Domingo Mendoza, funcionário de Saúde da província, assegurou que a evolução de 60 tipos de doenças está sendo observada de perto na região. Além disso, anunciou que nesta quinta-feira teve início uma campanha de vacinação em toda a província.

Mendoza disse ainda que os funcionários trabalham sem descanso para transferir aos lixões as toneladas de lixo e escombros amontoados em muitas áreas urbanas, pois podem ser foco de propagação de doenças.

A equipe também está instalando banheiros nas áreas afetadas da província.

Há sete dias Albay está sem água potável, linha telefônica e energia elétrica. Este último serviço só está disponível nos hotéis que possuem gerador próprio.

Além disso, existem cerca de 20 mil desabrigados em vários de centros habilitados nas áreas mais afetadas, enquanto milhares de pessoas ainda estão alojadas nos escombros de suas casas.

O governador de Albay, Fernando González, disse que uma das prioridades é dar apoio a estas pessoas, especialmente às pessoas que permanecem às margens do vulcão Mayon, onde ocorreu a enchente que deixou o maior número de vítimas.

"É preciso resolver o assunto o mais rápido possível, porque quanto a alimentos e remédios temos o apoio do Governo de Manila e a ajuda internacional", disse González.

O governador fez estas declarações minutos depois da chegada ao aeroporto de Legazpi, hoje, de um Hércules C-130 do Exército espanhol enviado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aeci), com dez tripulantes, entre pilotos, mecânicos de vôo e supervisores de carga.

O avião transportava água potável, remédios, tendas para alojar cerca de 700 desabrigados, dois geradores elétricos, uma unidade para produção de água potável e um posto hospitalar móvel de propriedade da DYA (Detente y Ayuda - Controle e Ajuda), uma associação de auxílio móvel espanhola, que enviou cinco voluntários para sua administração.

A missão conjunta da Aeci e DYA deve permanecer durante dez dias no povoado de Guinobatan, a 12 quilômetros de Legazpi, onde existem cerca de 300 desaparecidos e 200 mortos.

Gorka Ojinaga, chefe de emergências da DYA de Vizcaya, disse que o posto hospitalar avançado, que tem capacidade para realizar pequenas intervenções cirúrgicas, fará um trabalho coordenado com o hospital regional de Bicol, para onde serão enviados os casos mais graves.

Outra ferramenta-chave do posto de Guinobatan é a unidade de água potável, que pode purificar três mil litros de água por hora e trabalhar durante 24 horas por dia, clareando a água e oxidando todo tipo de bactérias.

Além disso, o operador da unidade, José Caballero, treinará funcionários locais para que possam mantê-la, já que a purificadora, as tendas, os dois geradores elétricos e os medicamentos que sobrarem serão doados assim que a missão espanhola termine.

Um comboio de 20 caminhões começou a sair hoje de Manila, após o atraso de sua partida na quarta-feira. A caravana leva uma carga de alimentos no valor de US$ 250 mil, que será repartida entre Legazpi e em Naga, a capital da província vizinha de Camarins do Sul.

Espera-se que as condições climáticas ajudem a missão espanhola, já que hoje chove em Albay. Também está prevista a chegada de uma nova frente, que pode transformar-se em um tufão.

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